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Roubos a farmácias disparam em São Paulo por canetas emagrecedoras

Roubos a farmácias disparam em São Paulo por canetas emagrecedoras

O número de roubos a farmácias voltou a disparar no estado de São Paulo, com uma média de sete casos por dia. O principal alvo dos criminosos são as canetas emagrecedoras, medicamentos caros e muito procurados no mercado ilegal. A Polícia Militar fez novas prisões, entre elas a de suspeitos que atacaram uma farmácia na Barra Funda, e algumas drogarias já guardam as canetas em cofres refrigerados.

O número de roubos a farmácias voltou a disparar no estado de São Paulo, e o resultado tem se tornado cada vez mais frequente no dia a dia da população. Segundo os dados apresentados, há uma média de sete casos por dia em todo o estado, um patamar que voltou a preocupar as autoridades e os comerciantes do setor. A explicação para essa nova onda está ligada a um produto específico: as canetas emagrecedoras.

Esse tipo de medicamento, usado para auxiliar na perda de peso, passou a ser o principal alvo dos criminosos. As canetas emagrecedoras custam caro e são muito procuradas no mercado ilegal, o que as tornou um item valioso para quem age nesse tipo de crime. Além delas, os assaltantes miram também os remédios controlados, justamente pela facilidade de repasse a receptadores ou de revenda pela internet.

Cenas de assaltos a drogarias se tornaram comuns no estado nos últimos tempos. Em uma das ações mais recentes, a Polícia Militar prendeu suspeitos de roubar uma farmácia na Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Na mesma ocorrência, um adolescente também foi apreendido. Os medicamentos recuperados pelos agentes durante a operação estavam avaliados em cerca de 90 mil reais.

Outra prisão marcou a semana no combate a esse tipo de crime. Daniel da Conceição foi pego pela Polícia Militar depois de ser procurado pela participação em um assalto ocorrido em junho, na Vila Prudente, na zona leste de São Paulo. A captura reforça o esforço das forças de segurança para identificar os envolvidos nas sucessivas investidas contra farmácias na cidade.

De acordo com as investigações, os crimes não são isolados, mas parte de uma engrenagem organizada. As autoridades apontam que existe uma cadeia estruturada para que os produtos sejam subtraídos das empresas vítimas e rapidamente repassados adiante. Os próprios autores sabem que podem ser identificados pela polícia e, por isso, raramente são encontrados com os medicamentos guardados em suas residências.

Os números ajudam a dimensionar o problema. De janeiro a maio, o estado de São Paulo registrou mais de mil roubos e furtos a farmácias. Na prática, isso representa uma ocorrência a cada três horas e vinte minutos, um ritmo que mostra a intensidade com que os estabelecimentos vêm sendo atacados e o quanto as canetas emagrecedoras se tornaram um alvo recorrente.

O avanço desse tipo de crime já mudou a rotina de algumas farmácias, que passaram a adotar medidas para dificultar a ação dos criminosos. Em uma delas, as canetas emagrecedoras agora ficam armazenadas em um cofre refrigerado. As autoridades lembram ainda que a compra de canetas sem procedência é crime e pode representar um risco à saúde de quem adquire o produto por vias irregulares.

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