A morte de uma jovem atropelada a caminho do trabalho na Zona Leste de São Paulo revoltou familiares e amigos, que foram às ruas cobrar justiça depois que o motorista responsável foi solto em audiência de custódia. Rayelle Oliveira da Silva, de 24 anos, foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com as imagens divulgadas, eram 4h57 da manhã quando Rayelle aparece ao lado de duas primas, as três a caminho do trabalho. Cerca de um minuto depois, a mesma câmera registra um carro em altíssima velocidade. Pouco mais à frente, o motorista atropela a jovem, que chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.
Segundo o relato, minutos antes de atropelar Rayelle, o mesmo motorista já havia provocado outro acidente. O carro surge em alta velocidade e bate em outro veículo. Com o impacto, uma mulher é arremessada e sofre uma fratura na perna, e o condutor foge do local sem prestar socorro às vítimas do primeiro choque.
O motorista foi identificado como Paulo César de Araújo Ribeiro, de 53 anos. Depois de atropelar Rayelle, ele continuou a fuga, capotou o carro e ainda tentou escapar a pé, mas acabou detido. A prisão foi feita em flagrante, logo após a sequência de acidentes provocada pelo condutor na mesma região da capital paulista.
Apesar da prisão em flagrante, o homem foi solto na audiência de custódia. A Justiça determinou que ele vai responder ao processo em liberdade, decisão que revoltou os parentes e amigos da vítima e motivou a mobilização nas ruas em busca de responsabilização pelo caso.
Diante da decisão, familiares e amigos de Rayelle realizaram uma manifestação na Zona Leste de São Paulo, mesma região onde o atropelamento aconteceu. O grupo se reuniu para cobrar justiça e pedir que o caso não fique impune, diante da gravidade das circunstâncias registradas pelas câmeras de segurança.
A tragédia teve ainda um desdobramento familiar. Segundo as informações, Rayelle Oliveira da Silva deixou uma filha de cinco anos. O caso reacende o debate sobre a responsabilização de motoristas envolvidos em atropelamentos seguidos de fuga e sobre as decisões tomadas nas audiências de custódia.
