A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de uma série de ataques de vandalismo na zona sul de São Paulo. De acordo com a investigação, ele atirava com uma arma de airsoft contra vidraças de comércios e chegava a mirar até pontos de ônibus na região. As ações se repetiam sempre da mesma forma, com o veículo passando em alta velocidade enquanto o vidro era estilhaçado pelo impacto das bolinhas disparadas.
Um dos casos foi registrado em uma avenida da região de Jurubatuba, na zona sul da capital, no início desta semana. Imagens de câmeras de segurança de um comércio e de uma lanchonete mostraram o momento em que o carro passava e, ao mesmo tempo, o vidro era atingido. O padrão de atuação chamou a atenção dos investigadores, que passaram a tratar os episódios como parte de uma mesma sequência de ataques.
Segundo a polícia, a perícia da Polícia Civil iniciou o trabalho investigativo e conseguiu identificar o autor dos disparos. A principal prova contra o suspeito foi o veículo utilizado por ele em pelo menos três dos casos registrados. A partir das imagens disponíveis, os agentes conseguiram reunir as informações necessárias para chegar até o responsável pelos ataques na região.
De acordo com o relato dos investigadores, a leitura da placa do carro funcionou como um quebra-cabeças. Em uma das imagens era possível ler o começo da placa e, em outra, o final. Ao juntar essas partes, a polícia chegou ao número completo, consultou o sistema e localizou o endereço ligado ao veículo, o que levou os agentes até o suspeito dos ataques.
O homem preso não tinha passagens pela polícia, segundo a investigação. Ainda conforme as autoridades, ele confessou os atos e tentou explicar o que o teria levado a cometer o vandalismo. A motivação apresentada por ele está entre os pontos que a polícia pretende esclarecer ao longo da apuração, que segue em andamento para detalhar todos os episódios.
O carro e a arma de airsoft que teriam sido usados nas ações foram apreendidos e passarão por perícia. A polícia informou que representou pela prisão temporária do suspeito e pela apuração de associação criminosa, com o objetivo de verificar se outras pessoas poderiam estar dentro do veículo durante os ataques. A medida busca esclarecer por completo a participação de eventuais envolvidos.
As autoridades destacaram ainda que as vítimas dos ataques podem buscar o ressarcimento pelos prejuízos causados. Segundo a explicação apresentada, em uma eventual sentença de condenação, o juiz pode determinar que os valores gastos pelas vítimas sejam pagos pelo acusado. O suspeito responde sob a presunção de inocência enquanto a investigação prossegue para esclarecer todos os fatos.
