O desaparecimento de uma cozinheira no litoral de São Paulo ganhou um novo capítulo com a prisão de uma das principais envolvidas no caso. Segundo o relato, a dona de um restaurante, identificada como Eliane, foi presa em conexão com o sumiço da cozinheira Berenice, em um caso que vem mobilizando as investigações da polícia na região de São Sebastião.
A prisão aconteceu em um cenário simbólico para o caso. De acordo com o relato, foi na porta da delegacia de São Sebastião que a caminhonete de Eliane foi localizada, e dentro do veículo a dona do restaurante acabou presa. Ela era procurada justamente para prestar esclarecimentos sobre o que teria acontecido nas horas em que esteve com a cozinheira.
As atenções se voltam para Eliane porque ela teria sido a última pessoa a ver Berenice com vida antes do desaparecimento. Segundo o relato, a dona do restaurante era procurada pela polícia para esclarecer o que aconteceu na tarde de terça-feira, 30 de junho, quando ela e Berenice se encontraram para tentar resolver uma pendência trabalhista entre as duas.
O pano de fundo do encontro era uma disputa por valores rescisórios. De acordo com o relato, Berenice havia acabado de ser dispensada da função e esperava receber cerca de 4 mil reais, tendo inclusive procurado um advogado trabalhista para ajudar a calcular o quanto deveria receber pelo fim do contrato de trabalho.
O impasse financeiro teria elevado a tensão entre as duas. Segundo o relato, testemunhas revelaram que patroa e cozinheira brigaram naquele dia e que Eliane só aceitou pagar 900 reais, referentes a 15 dias de trabalho, valor bem abaixo do que Berenice esperava, o que teria mantido a negociação em um beco sem saída.
Outras pessoas próximas também entraram na tentativa de resolver o caso. De acordo com o relato, o advogado trabalhista chegou a enviar uma mensagem no dia 29 de junho, um dia antes do desaparecimento, buscando um acordo amigável, mas Eliane nunca respondeu. O namorado dela, apontado pela polícia como bombeiro militar, também tentou negociar com Berenice por meio de um áudio.
Diante da falta de acordo, a cozinheira decidiu tratar diretamente com a patroa. Segundo o relato, Berenice avisou ao advogado que iria falar pessoalmente com Eliane e, em seguida, desapareceu no dia 30 de junho. Agora, com a prisão da dona do restaurante e a apreensão de sua caminhonete, a polícia tenta reconstruir os passos que levaram ao sumiço da cozinheira.
A investigação ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. De acordo com o relato, Eliane afirmou que só irá falar em juízo e teria tentado se livrar do próprio celular antes de acabar presa, um movimento que os investigadores passaram a examinar de perto na tentativa de entender o que a dona do restaurante buscava esconder sobre o dia do desaparecimento.
Para tentar responder às principais perguntas do caso, a perícia recorre a exames técnicos no veículo da suspeita. Segundo o relato, os peritos vão realizar o teste de luminol na caminhonete de Eliane para verificar se há vestígios de sangue, mesmo que o carro tenha passado por limpeza, enquanto as buscas por Berenice seguem nas regiões de Ubatuba e de São Sebastião, no litoral paulista.
Novos detalhes da prisão vieram à tona com o avanço das diligências. Segundo o relato, a polícia civil passou a fazer buscas em um terreno baldio bem ao lado da casa de Eliane, e os investigadores descobriram que a suspeita ainda tentou sumir com o celular da cozinheira no momento em que era presa. De acordo com o relato, quando os policiais bateram à porta nas primeiras horas da manhã para cumprir o mandado de busca e apreensão e a prisão, foi o namorado de Eliane quem franqueou a entrada da equipe de São Sebastião e disse que ela estaria no banheiro do quarto que fica no andar de cima. Ao chegarem à porta do banheiro, os agentes perceberam que ela descartava algo pela janela, identificado como o seu celular de uso pessoal, enquanto o carregador continuava na tomada ao lado da cama, e a polícia civil agora corre contra o tempo nas buscas no terreno vizinho.
