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Senado aprova a venda de spray de pimenta para a defesa de mulheres e projeto segue para sanção

Senado aprova a venda de spray de pimenta para a defesa de mulheres e projeto segue para sanção

O Senado aprovou a venda de spray de pimenta para que mulheres possam se defender de agressores. O texto agora depende da sanção do presidente Lula para virar lei. Pela proposta, o spray deve ser um recurso de defesa, e não de ataque, e o uso indevido pode ser considerado crime. Para adolescentes entre 16 e 18 anos, a venda só será permitida com autorização de um responsável. Especialistas ressaltam a necessidade de treinamento e critério no uso, lembrando que, mesmo proibidos até agora, os sprays já são facilmente encontrados na internet.

O Senado aprovou a venda de spray de pimenta para que mulheres possam se defender de agressores. Com a decisão, o texto avança no processo legislativo e agora depende da sanção do presidente Lula para se transformar em lei.

A proposta estabelece uma orientação central: o spray de pimenta deve ser um recurso de defesa, e não de ataque. Dentro dessa lógica, o uso indevido do produto pode ser considerado crime, o que busca delimitar em quais situações o item pode ser empregado.

O texto também prevê regras para a venda a mais jovens. No caso de adolescentes entre 16 e 18 anos, a comercialização só será permitida com a autorização de um responsável, um cuidado voltado a controlar o acesso ao produto por parte de menores de idade.

Especialistas ouvidos sobre o tema ressaltam a importância do treinamento. A comparação feita é com o porte de arma de fogo: assim como portar uma arma não obriga a pessoa a reagir a qualquer situação, o uso do spray exige preparo e discernimento sobre o momento adequado.

Outro ponto levantado é que, mesmo estando proibidos até agora, os sprays de pimenta já são facilmente encontrados à venda pela internet. A regulamentação, nesse sentido, passa a organizar um mercado que já existe de forma informal e sem controle.

A discussão também traz alertas. No ano passado, em São Paulo, uma jovem morreu ao tentar usar um spray para defender a família durante um assalto. Para especialistas, é preciso análise e critério na regulamentação, justamente para evitar que situações de risco terminem em tragédia.

No pano de fundo, está a sensação de insegurança relatada por muitas mulheres, que veem no dispositivo uma forma adicional de proteção no dia a dia. Com a aprovação no Senado, o próximo passo é a decisão do presidente sobre a sanção do projeto.

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