Um nome conhecido do mundo do pagode voltou a aparecer em uma ocorrência policial em São Paulo. Segundo o relato, um cantor identificado como Everson foi preso novamente, desta vez sob a suspeita de atuar como elo entre o crime organizado e o meio do samba. A prisão recolocou o artista no centro de uma investigação criminal na capital paulista.
O ponto central da nova acusação está na suposta função de articulador atribuída a ele. De acordo com as informações, Everson é suspeito de intermediar negociações entre o crime organizado e escolas de samba da capital e da Baixada Santista. A apuração ainda indicou que os investigadores já conheciam uma articulação dele com a facção conhecida como PCC.
A captura foi resultado de um trabalho de monitoramento feito pela polícia ao longo do tempo. Conforme o relato, como não seria possível prendê-lo durante um evento de escola de samba, por causa da grande quantidade de pessoas, os agentes passaram a acompanhar as redes sociais do cantor. Foi assim que descobriram que ele estaria pela manhã em uma lanchonete na região da Bela Vista, no centro de São Paulo.
Com a localização confirmada, a abordagem foi planejada para evitar qualquer reação. Segundo o relato, os policiais chegaram ao local com viaturas descaracterizadas e esperaram o momento certo para agir. Quando Everson menos imaginava, os agentes se aproximaram e fizeram a abordagem, encerrando a fuga de alguém que já era procurado pela Justiça.
Diante dos policiais, o cantor ainda tentou negar qualquer envolvimento com o caso. De acordo com as informações, ele apresentou uma carteira de habilitação com outro nome e afirmou ser apenas um cantor de pagode, sem ligação com o que estava sendo investigado. A tentativa, no entanto, não funcionou, já que os agentes sabiam que ele era procurado e conheciam a sua suposta articulação criminosa.
O histórico do artista pesou na repercussão da nova prisão. Conforme o relato, Everson já havia sido preso em 2008 por envolvimento no sequestro de um empresário espanhol em São Paulo. Agora, com os novos indícios e os documentos falsos encontrados, ele foi novamente conduzido às autoridades para responder pelas suspeitas levantadas pela investigação.
