A Justiça de São Paulo deu um passo importante em um caso de violência doméstica envolvendo um nome conhecido das redes sociais. Segundo o relato, o jornalista e influenciador digital Lucas Strápico, conhecido como Carto Loco, foi tornado réu em um processo aberto a partir da denúncia de uma ex-namorada, que afirmou ter sofrido agressões físicas e psicológicas ao longo do relacionamento, levando o caso a avançar formalmente na esfera judicial.
As acusações que sustentam a denúncia são graves. De acordo com o relato da vítima, ela teria sido queimada com a ponta de um cigarro, puxada pelo cabelo, jogada ao chão e agredida com chutes, em episódios que descreveu como parte de um padrão de violência, já que afirmou que essa não foi a única agressão que sofreu durante o tempo em que esteve com o influenciador.
Um dos episódios relatados teria terminado diante da porta de casa. Segundo o relato, na mesma noite de uma das agressões, o influenciador tentou entrar no apartamento da jovem, mas acabou impedido por um funcionário do prédio, um detalhe que passou a integrar a apuração sobre o comportamento do acusado em relação à ex-namorada.
A vítima demorou a formalizar a queixa, o que, segundo especialistas ouvidos, é comum nesse tipo de caso. De acordo com o relato, ela procurou a polícia cerca de um mês depois do episódio, foi submetida a exame de corpo de delito e um relatório médico apontou o agravamento de quadros de ansiedade e depressão, reforçando a dimensão psicológica dos danos descritos na denúncia.
O enquadramento jurídico do caso ajuda a entender a acusação. Segundo o relato, Carto Loco tornou-se réu por violência psicológica e por contravenção de vias de fato, figura que se aplica quando a violência física não chega a deixar marcas ou lesões aparentes, mas ainda assim configura uma agressão passível de responsabilização perante a Justiça.
Para a acusação, o comportamento do influenciador seguia um padrão preocupante. De acordo com o relato, o Ministério Público sustenta que ele apresenta um comportamento agressivo e controlador, que se agrava sobretudo após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, um elemento que passou a ser destacado na descrição do caso apresentada pelos promotores.
A defesa se posiciona em sentido oposto e o processo pode ganhar novos capítulos. Segundo o relato, a defesa de Carto Loco nega as acusações e afirma que ele colabora com a investigação; ao mesmo tempo, outras duas ex-namoradas relataram ter vivido situações semelhantes e podem se tornar testemunhas de acusação, o que tende a ampliar o alcance da apuração conduzida pela Justiça de São Paulo.
