LIVE PROTOCOL
EET--:--:-- edition--.--.--

Justiça de São Paulo ouve testemunhas no caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana

Justiça de São Paulo ouve testemunhas no caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana

A Justiça de São Paulo realiza nesta semana as audiências da fase de instrução no caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada sem vida em fevereiro no apartamento onde morava. A suspeita é de feminicídio, e o marido dela, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, é apontado como responsável. Em depoimento, ele afirmou que a esposa teria tirado a própria vida após um pedido de divórcio, versão questionada pela família. As audiências vão até sexta-feira, com depoimentos de policiais militares e de uma testemunha protegida, todos arrolados pela acusação. Depois dessa etapa, a Justiça decidirá se o oficial irá a júri popular.

A Justiça de São Paulo realiza nesta semana as audiências da fase de instrução no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana. Ao longo dos depoimentos, são reunidas as provas que vão servir de base para as próximas decisões do caso, tratado sob a suspeita de feminicídio.

Segundo a apuração, Gisele foi encontrada sem vida em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é apontado como responsável pela morte e responde ao processo, no qual é assegurado o direito de defesa.

Em depoimento, Geraldo afirmou que a esposa teria tirado a própria vida após ele pedir o divórcio. De acordo com o seu relato, o casal teve uma discussão, ele entrou no banheiro e, logo em seguida, ouviu um disparo. O oficial estava em casa no momento do tiro.

A versão apresentada por ele, no entanto, é contestada pela família de Gisele, que questiona a hipótese de suicídio. É justamente esse ponto que está no centro do processo, cabendo à Justiça avaliar as provas produzidas para definir o que teria ocorrido dentro do apartamento.

Nas audiências desta fase, os depoimentos são de policiais militares e de uma testemunha protegida pelo anonimato. Todos foram arrolados pela acusação. As sessões seguem até sexta-feira e representam a etapa em que as provas são apresentadas e discutidas antes de uma decisão judicial.

No primeiro dia de audiência, duas testemunhas foram ouvidas. Uma delas foi o delegado responsável pela investigação do caso. A outra foi uma vizinha do casal, que acionou a polícia após ouvir o disparo, e cujo relato integra o conjunto de elementos analisados pela Justiça.

Concluída a fase de instrução, o Judiciário deverá decidir se o oficial será levado a júri popular pelo crime de feminicídio. Até que haja uma sentença, o acusado é preservado pela presunção de inocência, e o processo segue reunindo as provas necessárias para o desfecho do caso.

Loading article...