O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, vai decidir quem será o ministro responsável por investigar os repasses de Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A definição da relatoria ganhou novo capítulo após a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.
O ponto de partida foi um parecer da PGR. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entende que o pedido de investigação não deve ser avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes. No documento enviado ao Supremo, a PGR afirma que o caso tem conexão com o Banco Master, argumento usado para sustentar a mudança no encaminhamento da apuração.
A origem do pedido está em uma notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias. O parlamentar pede a investigação de Flávio e Eduardo Bolsonaro por suposta captação de recursos para o filme intitulado Dark Horse. A iniciativa colocou em discussão a forma como a produção teria sido financiada e quem estaria por trás dos repasses.
Os valores citados no pedido chamam atenção pela magnitude. Segundo a notícia-crime, o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado mais de 100 milhões de reais ao empresário Daniel Vorcaro para financiar a produção. A cifra é central na apuração, que busca esclarecer a origem e o destino dos recursos envolvidos no projeto.
Do ponto de vista processual, o caso já passou pelas mãos de um dos ministros da Corte. Após o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou o caso ao presidente do Supremo, Edson Fachin. Caberá agora a Fachin definir a relatoria, etapa que determinará qual ministro ficará à frente da condução da investigação.
A decisão sobre quem assumirá o caso é considerada um passo importante para o andamento da apuração. A escolha do relator influencia diretamente o ritmo e os rumos do processo no Supremo. Enquanto a definição não é tomada, o caso permanece em aberto, à espera do posicionamento do presidente da Corte sobre a relatoria.
