Um homem condenado pela morte da ex-mulher foi preso pela polícia em Uberlândia, em Minas Gerais, depois que a Justiça revogou o benefício de prisão domiciliar que ele vinha cumprindo. Com a nova decisão, ele deve deixar a casa onde estava e passar a cumprir a pena no presídio.
O caso já havia sido tema de reportagem e voltou à tona com a mudança na forma de cumprimento da pena. O condenado, identificado como Arthur, foi responsabilizado pela morte de Lilian, sua ex-mulher, que era servidora do Ministério Público.
Pela morte de Lilian, Arthur foi condenado a 24 anos de prisão. Inicialmente, ele cumpria a pena em regime fechado, em uma unidade prisional de Uberlândia, à espera de que o processo de execução seguisse seu curso normal.
Em determinado momento, no entanto, ele obteve o direito à prisão domiciliar. Segundo a apuração, o benefício foi concedido por causa da falta de vagas no regime semiaberto naquela região, uma situação que acabou permitindo que o condenado deixasse o presídio e passasse a cumprir a pena em casa.
A mudança gerou profundo abalo psicológico e medo na família de Lilian. Para os parentes da vítima, saber que o responsável pela morte dela estava em casa, e não em uma unidade prisional, representava uma fonte constante de angústia e insegurança.
Diante desse quadro, em maio, o Ministério Público apresentou à Justiça um pedido de revogação da prisão domiciliar. O objetivo era que o condenado voltasse a cumprir a pena em regime prisional, retirando-o do ambiente doméstico em que se encontrava.
Com a revogação do benefício, a polícia se deslocou até o endereço onde o homem estava e efetuou a prisão. Após ser detido, Arthur foi levado à delegacia e, na sequência, deve ser encaminhado ao presídio para dar continuidade ao cumprimento da pena a que foi condenado.
