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Policia Federal indicia 16 pessoas pela queda do aviao da Voepass

Policia Federal indicia 16 pessoas pela queda do aviao da Voepass

A Policia Federal concluiu a investigacao criminal sobre a queda do aviao da Voepass em Vinhedo, no interior de Sao Paulo, ocorrida em 2024 e que matou 62 pessoas, e indiciou 16 funcionarios e ex-funcionarios, entre eles o dono da companhia, Jose Luiz Felicio Filho, e o diretor de manutencao, Eric Consoli. Segundo o laudo, houve perda de controle em voo apos o aviao operar em area de gelo severo, com o sistema de degelo sem funcionar e falhas nao reportadas.

A Policia Federal concluiu a investigacao criminal sobre a queda do aviao da Voepass e indiciou 16 funcionarios e ex-funcionarios da empresa. O anuncio veio depois da divulgacao do relatorio do CENIPA sobre o mesmo caso, agora acompanhado das conclusoes da apuracao criminal conduzida pela corporacao. Segundo a Record News, para a Policia Federal a queda nao foi uma fatalidade, e sim resultado de uma sequencia de falhas.

A queda do aviao aconteceu em 2024, na cidade de Vinhedo, no interior de Sao Paulo, e matou 62 pessoas. Foi essa tragedia que deu origem a investigacao da Policia Federal, agora encerrada, com o indiciamento de 16 pessoas ligadas a operacao da companhia. O desfecho do inquerito apontou de forma mais concreta quem, na avaliacao dos investigadores, teve responsabilidade sobre o que ocorreu naquele voo.

Entre os indiciados estao o dono da companhia, Jose Luiz Felicio Filho, e o diretor de manutencao, Eric Consoli. O CEO da empresa, por outro lado, nao foi indiciado, porque, de acordo com a apuracao, tinha atuacao focada em resultados financeiros e em recursos humanos, sem relacao com as decisoes operacionais de manutencao. Todos os indiciados respondem por atentado contra a seguranca do transporte aereo.

Sobre a causa do acidente, o laudo aponta que houve uma perda de controle em voo decorrente de uma degradacao da capacidade ou da performance do aviao. Essa degradacao levou a um decrescimo da velocidade ate que a aeronave chegou a um ponto em que nao conseguia mais se sustentar no ar. Tudo isso aconteceu porque o aviao operou em uma area de formacao severa de gelo, o que levou ao acumulo desse material sobre a estrutura.

A investigacao constatou ainda que o sistema de degelo nao funcionou e que a tripulacao nao executou os procedimentos de emergencia previstos para esse tipo de situacao. O documento da pericia, com 200 paginas, chama a atencao para um historico de falhas nao reportadas. Ao analisar 136 voos realizados com o mesmo aviao, os agentes identificaram sucessivas acoes de acionamento do mecanismo de degelo, inclusive na viagem que antecedeu o voo que terminou em desastre.

Segundo a apuracao, mesmo sem os dados de voz dos pilotos, os registros da caixa preta mostram que a tripulacao do voo anterior apertou o botao do degelo mais de uma vez, o que indicaria que aqueles pilotos sabiam que o componente estava em falha. A obrigacao seria reportar o problema a equipe de manutencao, o que nao foi feito. Para a Policia Federal, se outros pilotos tivessem feito a notificacao formal, o aviao nao poderia ter voado naquelas condicoes meteorologicas.

O laudo afirma que, naquelas circunstancias, os pilotos deveriam ter abandonado imediatamente a area de gelo, aumentado a velocidade e declarado emergencia, o que nao aconteceu no tempo adequado para evitar a queda. De acordo com a reconstituicao, pouco antes de o pouso ser autorizado, houve um pedido de mudanca de nivel, mas o tempo foi suficiente para que a aeronave perdesse a capacidade de voo. Ao fazer uma curva a direita, o aviao perdeu sustentacao, entrou em parafuso e caiu.

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