Uma mulher identificada como Paula Lopes e dois veterinários foram presos nesta segunda-feira, em Canoas, sob suspeita de envolvimento em um esquema relacionado a doações destinadas a animais doentes. A operação foi conduzida pelas autoridades responsáveis pela apuração, que tratam o caso como um conjunto grave de irregularidades envolvendo o cuidado e o destino dos animais.
De acordo com a investigação, Paula Lopes teria recebido cerca de 700 mil reais por meio de doações que eram destinadas a animais doentes. O dinheiro arrecadado, em vez de garantir tratamento aos bichos, teria sido desviado, o que está no centro das suspeitas que levaram à prisão dos três envolvidos no suposto esquema.
A apuração investiga ainda a morte desnecessária de centenas de animais. Segundo o que foi apresentado, os bichos eram levados à morte por meio de eutanásia, em um processo que, conforme a investigação, estava sob o controle e a decisão de Paula Lopes. Esse ponto é tratado como um dos aspectos mais graves do caso pelas autoridades.
A gravidade das suspeitas levou um dos envolvidos na investigação a fazer uma avaliação contundente sobre a conduta apurada, afirmando que ela poderia ser descrita como a de uma assassina em série de animais. A declaração reflete o tom da investigação diante do número de mortes que estaria sendo apurado no âmbito do caso.
Durante a ação, na casa da investigada, a polícia resgatou um cachorro que não tem as duas patas dianteiras e apresenta sinais de maus-tratos. O estado do animal encontrado no local reforçou as preocupações em torno da forma como os bichos eram tratados e passou a integrar o material reunido pelos investigadores.
Paula Lopes já havia sido indiciada por maus-tratos em outro processo, o que indica que seu nome já era conhecido das autoridades antes desta operação. A prefeitura de Canoas afirmou que colabora com a investigação. Até o momento, as defesas dos presos não foram localizadas para se manifestar sobre as acusações.
