Chegou ao fim, na madrugada desta quinta-feira, um dos julgamentos mais aguardados da Justiça do Rio de Janeiro. O caso da morte do menino Henry Borel, que mobilizou o país nos últimos anos, foi finalmente decidido pelo júri popular, encerrando um longo e tenso processo que se estendeu por vários dias.
A principal decisão recaiu sobre o ex-vereador Jairinho, um dos réus do processo. Ao final do julgamento, ele foi condenado a mais de 43 anos de prisão, uma pena elevada que reflete a gravidade das acusações que pesavam contra ele no caso da morte da criança.
Já a mãe do menino teve um desfecho diferente. De acordo com a decisão, ela recebeu o perdão dos jurados pela acusação de homicídio, sendo poupada da condenação por esse crime, o que marca uma distinção importante entre os dois réus que respondiam ao mesmo processo.
O julgamento se tornou um marco pela sua duração. Iniciado na segunda-feira da semana passada, o processo já era considerado o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro desde 2008, ano em que houve uma reformulação no modelo dos processos realizados na corte fluminense.
Ao longo dessas sessões, o rito cumpriu suas diferentes etapas processuais, que incluíram o sorteio dos jurados, a oitiva das testemunhas, os debates entre acusação e defesa e, por fim, a votação que definiu a sentença. Foram ouvidas cerca de 30 testemunhas de acusação e defesa durante o processo.
O caso diz respeito à morte do pequeno Henry Borel, de apenas quatro anos, ocorrida em março de 2021. A repercussão do crime e os detalhes revelados ao longo da investigação transformaram o julgamento em um dos mais acompanhados pela opinião pública brasileira nos últimos anos.
Durante o julgamento, momentos de forte carga emocional marcaram os depoimentos e os interrogatórios dos réus. Em juízo, a mãe do menino afirmou acreditar que o ex-vereador teria sido o responsável pela morte, enquanto a defesa de Jairinho sustentava a tese de um acidente doméstico, versão que acabou afastada pela decisão dos jurados.
