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Foragido por feminicídio é preso usando identidade do irmão morto

Foragido por feminicídio é preso usando identidade do irmão morto

Cícero Souza Cabral, de 50 anos, foi preso em São Paulo, onde vivia como pedreiro usando a identidade do irmão morto para escapar da Justiça. Condenado a 15 anos por feminicídio, ele matou a cunhada, Lúcia Francisca da Silva, de 36 anos, com dezenas de facadas em Arapiraca, em Alagoas, em 2015. Além da captura, foi autuado em flagrante por uso de documento falso.

Um homem condenado por feminicídio e foragido havia cerca de onze anos foi preso na capital paulista. Cícero Souza Cabral, de 50 anos, trabalhava como pedreiro e levava uma rotina discreta em São Paulo. Para escapar da Justiça, ele havia assumido a identidade de uma pessoa muito próxima, o próprio irmão, já falecido. A captura o coloca novamente à disposição da Justiça, depois de anos vivendo sob um nome que não era o seu.

No momento da abordagem, Cícero apresentou um documento que reforçava o disfarce. Era um RG do estado de São Paulo, com a foto dele, mas emitido em nome do irmão falecido. Segundo o relato, ele tentou sustentar a versão de que não tinha relação com o crime, afirmando que não sabia o que o irmão teria feito e que estava apenas trabalhando. Foi essa identidade emprestada que, por anos, o ajudou a se manter longe das autoridades.

O homem era procurado em Alagoas, estado onde havia uma sentença contra ele por feminicídio. O crime aconteceu em 2015, quando ele foi acusado de matar a própria cunhada por vingança. De acordo com as informações, Cícero desferiu dezenas de facadas contra a vítima. A brutalidade do ataque marcou o caso desde o início das investigações no estado nordestino.

A vítima foi identificada como Lúcia Francisca da Silva, de 36 anos. Ela foi atacada de madrugada, no momento em que saía de casa para trabalhar, em Arapiraca. Mesmo ferida, Lúcia ainda conseguiu pedir ajuda em uma casa próxima. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu no hospital.

As investigações apontaram um conflito familiar como motivação para o crime. Segundo testemunhas, Lúcia apoiava a irmã, que havia se separado de Cícero. Esse vínculo entre a vítima e a ex-companheira do acusado foi apontado como o pano de fundo da vingança. A partir desses relatos, a Justiça de Alagoas estruturou a acusação que levou à condenação.

Cícero foi condenado em 2024 a 15 anos de prisão em regime fechado, mas nunca chegou a cumprir a pena. Em vez disso, passou anos longe do estado onde o crime ocorreu, tentando manter a vida com o nome que não era o dele. Ele acreditava que, escorado em um documento em nome do irmão, conseguiria escapar da condenação. Essa estratégia, no entanto, acabou ruindo com a abordagem em São Paulo.

Depois de cerca de onze anos foragido, o homem que tentou se passar pelo próprio irmão volta a ficar à disposição da Justiça. Além de ser capturado como procurado para cumprir a pena, ele foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso. A prisão encerra um longo período de fuga e abre caminho para que ele finalmente responda pela sentença que já havia sido proferida.

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