Uma vendedora de uma loja de roupas no bairro Beraba, em Curitiba, escapou de uma tentativa de estupro após reagir ao ataque dentro do estabelecimento. O suspeito, identificado como Vandair Valeriano da Silva, foi alcançado por moradores logo depois e contido até a chegada da Polícia Militar, acabando preso. O caso chocou pela forma como a ação foi praticada em plena loja.
Segundo o relato da vítima, o homem já vinha frequentando a loja havia cerca de uma semana. Nessas visitas, ele costumava ficar por pelo menos uma hora no local, revirava as roupas, mas não comprava nada, e permanecia principalmente perto das peças femininas, sem que a situação despertasse, naquele momento, uma suspeita imediata.
De acordo com a vendedora, naquela tarde ela estava sozinha quando o suspeito entrou e pediu para ver camisolas e vestidos curtos. Ele teria esperado o momento em que ela virou de costas para então agir, agarrando-a por trás. A vítima afirma que entrou em luta corporal com o homem para conseguir se desvencilhar do ataque.
A reação foi decisiva para impedir um desfecho ainda mais grave. A vendedora conta que, sabendo se defender, virou-se e atingiu o suspeito com uma cotovelada. Ele caiu no chão e, em seguida, levantou-se e fugiu do local. Para ela, ter reagido foi o que garantiu a sua salvação naquele momento.
Após os gritos de socorro, moradores correram para ajudar e foram atrás do suspeito. Ele chegou a tentar fugir, mas acabou alcançado e contido pelas pessoas, recebendo uma série de agressões antes da chegada da polícia. Vandair Valeriano da Silva ficou com diversos ferimentos pelo corpo e no rosto e, em seguida, foi levado para a delegacia.
Interrogado na Delegacia da Mulher, em Curitiba, o suspeito apresentou uma versão completamente diferente da relatada pela vítima. Ele nega o crime, afirma que nunca se aproximou da mulher e diz estar sendo confundido com outro homem, alegando ser, na verdade, vítima da situação e pedindo para ser solto.
A vítima, por sua vez, mantém a mesma versão apresentada desde os primeiros minutos após o ataque e segue bastante abalada, sem saber quando conseguirá retomar a rotina de trabalho. A investigação continua, agora a cargo das autoridades, para esclarecer exatamente o que aconteceu dentro da loja, sendo mantida a presunção de inocência até a conclusão do caso.
