Um falso advogado foi preso em flagrante em São Paulo, acusado de usar documentos falsos para se passar pelo defensor de um detento. O momento da prisão foi registrado em vídeo e mostra o suspeito sendo abordado pela polícia justamente enquanto tomava um café ao lado de um advogado de verdade, em uma cena que terminou com a farsa completamente desmascarada.
A ação aconteceu em uma cafeteria em Cajamar, na Grande São Paulo. Nas imagens, o suspeito conversa tranquilamente com o advogado legítimo quando os policiais chegam para dar a voz de prisão. O outro profissional, que estava ao lado, aparece surpreso ao descobrir que o colega com quem conversava era, na verdade, uma fraude se passando por alguém da área.
Ao ser questionado pelos policiais, o suspeito, identificado como Douglas William Alves, afirmou que seria estagiário e estudante de direito. A resposta, no entanto, não convenceu as autoridades, que já investigavam o caso. A partir de uma denúncia, a polícia havia descoberto que ele se passava por um advogado de verdade, registrado na Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB.
Segundo as investigações, o falso advogado se apresentava com o nome de Edson Aparecido Ribeiro e abordava pessoas que tinham familiares presos, oferecendo serviços por altas quantias. Para dar aparência de legalidade ao golpe, ele montava e apresentava procurações falsas, dizendo que estava defendendo a vítima, em um esquema voltado especialmente para parentes de detentos.
As vítimas, em sua maioria, eram familiares de pessoas presas, muitas delas sem instrução, que acabavam caindo na fraude por acreditarem que ele era realmente o advogado responsável pelo caso. Dessa forma, o suspeito passava a receber falsos honorários, embolsando indevidamente o dinheiro de pessoas que já viviam uma situação delicada por causa da prisão de um ente querido.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que contratou o falso advogado para defender o marido, que está preso. Sem desconfiar de nada, a família fez um pagamento inicial de 800 reais, e a sogra chegou a realizar transferências para o suspeito, que orientava todos a não manter contato com nenhum outro advogado. Na cadeia, o marido escreveu uma carta afirmando que não havia assinado nenhuma procuração para ele.
De acordo com a polícia, ao contrário do que o suspeito informou no momento da abordagem, ele não é estagiário e não tem nenhuma relação com a OAB. O falso advogado chegou a começar o curso de direito, mas não se formou, e já havia sido preso anteriormente por estelionato e porte ilegal de armas. As investigações continuam, agora com o objetivo de localizar outras vítimas e possíveis envolvidos no golpe.
