A justiça condenou o policial militar Maicon de Oliveira a quarenta e oito anos de prisão pela morte da gerente de loja Júlia Ferraz Sinhoreto, de vinte e sete anos. Quatro dos sete jurados decidiram pela condenação.
O crime ocorreu quando Júlia saía de uma casa noturna. Os alvos do policial eram dois homens, mas uma bala perdida acabou atingindo a vítima, que morreu no local.
Maicon de Oliveira foi condenado por dupla tentativa de homicídio e homicídio consumado qualificado. A pena de quarenta e oito anos reflete a gravidade do crime e a condição do réu como policial militar.
O advogado da família de Júlia recebeu bem a decisão do tribunal do júri. Ele afirmou que as penas estipuladas são absolutamente condizentes com a gravidade do caso e proporcionam um sentimento de justiça feita.
A família da vítima sofreu enormemente com a perda. O viúvo e as filhas de Júlia passaram por um longo período de sofrimento até que a justiça pudesse ser finalmente feita no tribunal.
O perito que analisou o caso constatou que a versão apresentada pelo policial militar, tanto no local da ocorrência quanto na delegacia, não correspondia às evidências encontradas.
A condenação de um policial militar a uma pena tão elevada é um caso de grande repercussão no sistema de justiça brasileiro. O caso reforça a importância da responsabilização de agentes de segurança quando cometem crimes durante ou fora do serviço.