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Motoboy é sequestrado pelo Comando Vermelho e libertado após três dias no Rio

Motoboy é sequestrado pelo Comando Vermelho e libertado após três dias no Rio

Matheus William de Oliveira, motoboy de 23 anos, ficou três dias desaparecido depois de ser sequestrado pelo Comando Vermelho perto do Morro do Quitungo, em Vista Alegre, na zona norte do Rio. Mantido em cárcere privado em um cômodo sem janelas, sem água nem comida, ele seria julgado pelo Tribunal do Crime, mas acabou libertado e reencontrou a família.

Um motoboy de 23 anos, identificado como Matheus William de Oliveira, viveu três dias de terror nas mãos de criminosos no Rio de Janeiro antes de ser libertado e reencontrar a família. Ele havia sido capturado por uma facção criminosa e, segundo o relato, chegou a correr o risco de ser julgado pelo chamado Tribunal do Crime. Apesar da gravidade da situação, ele sobreviveu para contar a própria história.

O sequestro aconteceu perto do Morro do Quitungo, em Vista Alegre, na zona norte da cidade. De acordo com Matheus, os criminosos perguntaram de onde ele era e, quando respondeu que era de Caxias, no bairro de Gramacho, a situação mudou completamente. Foi nesse momento que ele foi vendado e amarrado, e a partir daí não conseguiu mais ver o que acontecia ao seu redor.

Depois de imobilizado, o motoboy foi levado pelos criminosos para o Complexo da Penha, também na zona norte do Rio. Lá, ele foi mantido em cárcere privado por três dias, em um cômodo sem janelas. Durante esse período, segundo o relato, não recebeu água nem comida, permanecendo isolado até finalmente ser solto pelos próprios traficantes.

A motivação para o sequestro, conforme apurado, partiu de uma suspeita equivocada. Os criminosos acreditavam que Matheus pertencia a uma facção rival e que seria um X9, termo usado para apontar um informante. A informação, no entanto, era falsa, e foi essa desconfiança sem fundamento que colocou a vida do motoboy em risco durante os dias de cativeiro.

Sem notícias do rapaz, a família passou a viver momentos de aflição e buscou ajuda das autoridades. A mãe e a esposa de Matheus, que está grávida de oito meses, procuraram a polícia diante do desaparecimento. A ausência de qualquer informação sobre o paradeiro dele aumentava o temor de que o pior pudesse ter acontecido.

Três dias depois, os traficantes decidiram libertar Matheus. Antes de soltá-lo, deram uma única orientação clara: que ele não olhasse para trás e seguisse em direção ao BRT. O motoboy caminhou até encontrar uma viatura da Polícia Militar, pediu socorro e, na sequência, conseguiu reencontrar a família, encerrando três dias de angústia.

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