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Polícia descobre lavagem de dinheiro do tráfico comandada de presídios

Polícia descobre lavagem de dinheiro do tráfico comandada de presídios

A polícia descobriu um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro comandado de dentro de presídios no sul do país. Os detentos pediam carne, um código que se referia ao churrasco gaúcho, mas que na verdade camuflava o interesse pelas drogas, com entregas indicadas para a cadeia de Porto Alegre. Sete presídios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina foram alvos de buscas, em uma investigação iniciada em 2023.

A polícia descobriu um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que era comandado de dentro de presídios. A ação criminosa tinha como base unidades prisionais no sul do país. Segundo a investigação, o grupo movimentava recursos ligados ao tráfico de forma organizada. O esquema envolvia tanto a comunicação interna quanto a movimentação financeira.

Um dos pontos que chamou a atenção foi a forma de comunicação dos criminosos. De dentro das cadeias, os detentos pediam carne, em uma referência ao churrasco gaúcho. No entanto, essa palavra era apenas um código. O verdadeiro interesse por trás do pedido eram as drogas.

A polícia conseguiu identificar as palavras usadas pelos integrantes do grupo. A partir desse entendimento, foi possível compreender melhor o funcionamento do esquema. O endereço indicado para a entrega era a cadeia de Porto Alegre. Dessa forma, o presídio funcionava como um ponto central da operação.

O avanço da investigação se deu por meio de dois elementos principais. De um lado, estavam os áudios obtidos pelas autoridades. De outro, a movimentação financeira de empresas ligadas ao grupo. Foi a partir desses dados que a polícia chegou a uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico.

A operação teve alcance em mais de um estado. Ao todo, sete presídios no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina foram alvos de buscas. Dentro da cadeia pública de Porto Alegre, a polícia identificou um dos núcleos do grupo. Esse núcleo era apontado como responsável pelo controle das finanças da facção e pela lavagem do dinheiro do tráfico.

As investigações revelaram ainda detalhes sobre a forma de atuação desse núcleo. Segundo apurado, o responsável cumpria pena e mantinha uma prestação de contas praticamente diária. Ele orientava que cada empresa, identificada como PJ, deveria movimentar em torno de meio milhão de reais. Mesmo assim, os criminosos tentavam de todas as formas despistar a polícia.

O caso não é recente e vem sendo acompanhado há algum tempo. A quadrilha começou a ser investigada em 2023. O ponto de partida foi a apreensão de mais de uma tonelada de maconha na cidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. A partir dali, as autoridades passaram a mapear toda a estrutura do esquema.

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