Um estudo com base em dados do IBGE mostra que, em 2025, a taxa de pobreza nas metrópoles brasileiras caiu para o menor patamar da série histórica. O resultado aponta avanços no cenário socioeconômico do país, ainda que o levantamento chame atenção para problemas que permanecem, sobretudo a desigualdade.
Um dos destaques foi a renda. Nas áreas metropolitanas, com forte influência sobre outras regiões, a renda média domiciliar per capita bateu um novo recorde no ano passado, ao alcançar 2.766 reais. O aumento da renda acompanhou a queda no percentual de pessoas em situação de pobreza nessas regiões.
Segundo o estudo, a taxa de pobreza chegou ao menor nível já registrado, com 18,4% da população das metrópoles nessa condição. O levantamento ainda mostra que, entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de brasileiros saíram dessa classificação, em um movimento de melhora ao longo do período.
O grupo que vive na extrema pobreza também ficou menor e passou a representar 3,2% da população nas metrópoles brasileiras, uma das menores taxas já registradas. Os números reforçam a tendência de redução da pobreza mais aguda nas grandes regiões urbanas do país.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda está longe de um quadro ideal. Mesmo com a queda, são mais de 15 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza nas metrópoles, o que mostra que o problema segue presente e em grande escala para uma parcela significativa da população.
Outro ponto de alerta foi o aumento da desigualdade. O coeficiente de Gini, indicador que mede a distribuição de renda, subiu no ano passado e chegou a 0,511 no conjunto das metrópoles. No período, os 10% mais ricos ganhavam, em média, 16 vezes mais do que os 40% mais pobres.
O levantamento também destacou os contrastes entre as próprias metrópoles. Brasília, que apresentou a renda média mais elevada, teve um valor quase três vezes superior ao de São Luís, que ficou com o menor rendimento do grupo, evidenciando as diferenças regionais dentro do país.
