Portugal enfrenta nesta quarta-feira a segunda greve geral em seis meses, convocada pelos sindicatos contra a reforma trabalhista promovida pelo governo de centro-direita. A paralisação interrompeu fortemente os transportes em todo o país.
Trens de longa distância e regionais foram suspensos e o metrô de Lisboa ficou completamente parado. Centenas de voos foram cancelados, com a companhia aérea TAP operando apenas setenta e nove dos mais de trezentos voos habituais.
A paralisação também afetou escolas que fecharam em todo o país e hospitais que adiaram consultas e até mesmo cirurgias programadas. Os serviços públicos funcionaram com efetivo mínimo durante o dia.
Os sindicatos protestam contra a reforma que modifica mais de cem artigos do Código Trabalhista Português. As mudanças propostas facilitam demissões e terceirização e aumentam a jornada de trabalho, principalmente para os jovens.
O governo de centro-direita defende que a reforma vai aumentar a produtividade e o crescimento econômico do país. As autoridades afirmam que as mudanças são necessárias para modernizar o mercado de trabalho português.
A greve geral de junho é a segunda convocada em apenas seis meses, demonstrando a profundidade do descontentamento dos trabalhadores com as propostas do governo. A primeira paralisação ocorreu no final do ano passado.
A adesão à greve foi expressiva especialmente no setor dos transportes, que registou as maiores perturbações. O trânsito em Lisboa e noutras cidades portuguesas sofreu alterações significativas com a falta de transportes públicos durante todo o dia.
