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Força Aérea Brasileira usa gaviões para reduzir colisões de aves com aeronaves

Força Aérea Brasileira usa gaviões para reduzir colisões de aves com aeronaves

A Força Aérea Brasileira treina gaviões na base aérea de Natal para afugentar outras aves e reduzir as colisões com aeronaves. O projeto, que existe desde 2022, já diminuiu pela metade os acidentes na base potiguar e agora será levado às bases de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com a intenção de chegar a todos os aeródromos militares do país.

A Força Aérea Brasileira encontrou nos gaviões uma forma eficaz de tornar mais seguras as decolagens e os pousos em suas bases. Na base aérea de Natal, aves de rapina treinadas se tornaram presença constante na área de operações, onde têm a função de afugentar outros pássaros e, com isso, reduzir o risco de colisões com as aeronaves militares que circulam pelo local.

Segundo a Força Aérea, as colisões de aeronaves são mais frequentes com urubus e corujas, aves de grande porte cuja presença próxima às pistas representa um perigo real para os voos. A ideia de recorrer a predadores naturais parte justamente desse comportamento: a simples presença de um gavião nas imediações basta para espantar as demais aves da área de pousos e decolagens.

O projeto existe na Força Aérea Brasileira desde 2022 e já apresenta resultados concretos. Na base aérea de Natal, houve uma redução de 50% no número de colisões envolvendo aves desde que os gaviões passaram a atuar na área. O método se mostrou mais consistente do que as soluções adotadas anteriormente pela corporação.

Antes de apostar nas aves de rapina, a Força Aérea já havia tentado afastar os pássaros das aeronaves com outros recursos. Foram testados o uso de espelhos, de fogos de artifício, de barulhos e de sirenes, mas todos esses métodos acabaram se revelando pouco eficientes diante da persistência das aves que se aproximam das pistas.

Atualmente, a base aérea de Natal conta com quatro gaviões da espécie Asa de Telha, treinados para responder ao comando dos militares. Entre eles está Luna, uma ave que chega ao chamado quando o treinador levanta a mão. Luna está na base há aproximadamente dois meses e tem apenas seis meses de idade, em pleno processo de adaptação ao trabalho diário nas pistas.

O problema que motiva a iniciativa não se restringe à aviação militar. As colisões de pássaros com aviões comerciais também são recorrentes no país: desde o início do ano até o dia 2 de junho, foram registradas mais de 100 ocorrências desse tipo no Brasil, número que reforça a necessidade de medidas permanentes de prevenção nos aeródromos.

Descrita pelo Comando da Aeronáutica como uma iniciativa pioneira, a próxima fase do projeto prevê levar os gaviões às bases aéreas de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A intenção da Força Aérea é expandir a experiência para todas as bases militares e firmar parcerias nos aeródromos compartilhados entre a aviação comercial e a corporação em diferentes regiões do país.

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