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Nicolò Bulega vence Superpole e segunda corrida na República Checa e chega às 19 vitórias consecutivas nas Superbikes

Nicolò Bulega vence Superpole e segunda corrida na República Checa e chega às 19 vitórias consecutivas nas Superbikes

O piloto italiano da Ducati dominou o fim de semana no circuito de Most, alargando para 95 pontos a vantagem na liderança do campeonato. Miguel Oliveira, ausente por lesão, caiu para oitavo na classificação.

O italiano Nicolò Bulega consolidou este domingo a sua posição de líder indiscutível do Mundial de Superbikes ao vencer a corrida Superpole e a segunda corrida principal da prova da República Checa, no circuito de Most. Com estas duas vitórias, o piloto da Ducati elevou para 19 o número de triunfos consecutivos — um registo sem precedentes na história do campeonato — e alargou para 95 pontos a vantagem sobre o seu mais directo perseguidor na classificação geral.

A corrida Superpole, disputada ao início da tarde, ficou marcada por um momento de tensão logo na primeira curva, quando Bulega cometeu um erro que o fez perder momentaneamente a liderança. O transalpino, porém, demonstrou a frieza e a capacidade de recuperação que o têm caracterizado ao longo da temporada, retomando rapidamente o comando da prova e controlando a corrida até à bandeira de xadrez. "Cometi um erro na primeira curva, mas mantive a calma. Sabia que tinha ritmo para recuperar e foi isso que fiz", terá comentado o piloto após a corrida.

Na segunda corrida principal do dia, Bulega voltou a impor a sua superioridade, cortando a meta com 0,594 segundos de vantagem sobre o espanhol Iker Lecuona, seu companheiro de equipa na Ducati. O terceiro lugar foi conquistado pelo também italiano Yari Montella, igualmente em Ducati, que terminou a 15,529 segundos do vencedor. O pódio inteiramente dominado pela marca italiana sublinha a hegemonia técnica e competitiva da Ducati no campeonato de Superbikes, onde os seus pilotos ocupam as três primeiras posições da classificação geral.

Lecuona, que conquistou o 14.º pódio da temporada em Most, tem sido o rival mais consistente de Bulega, embora os 95 pontos de diferença entre ambos tornem cada vez mais improvável uma reviravolta no campeonato. O espanhol soma 215 pontos, contra os 310 de Bulega, e terá reconhecido que "neste momento, o Nicolò está num nível diferente de todos os outros". Com efeito, a regularidade do italiano — que não perde uma corrida desde o início da época — constitui um feito notável num campeonato historicamente marcado pela imprevisibilidade.

A ausência de Miguel Oliveira da prova checa foi outro dos temas do fim de semana. O piloto português da BMW, que ocupa agora o oitavo lugar da classificação geral com 85 pontos, não pôde alinhar devido a uma lesão cujos detalhes não foram totalmente divulgados. A sua queda de uma posição no campeonato, num momento em que os rivais directos somam pontos preciosos, representa um revés significativo para as aspirações de Oliveira numa temporada que começou com ambições elevadas.

O domínio de Bulega no Mundial de Superbikes tem paralelos com os grandes ciclos de supremacia que o motociclismo já conheceu, embora o próprio piloto tenda a minimizar as comparações. A Ducati Panigale V4R que pilota é amplamente considerada a melhor máquina do pelotão, mas a diferença para os seus companheiros de equipa — todos eles pilotos de elite — sugere que o factor humano é pelo menos tão determinante quanto a superioridade mecânica. "A moto é fantástica, mas são as decisões em pista que fazem a diferença. Cada corrida é uma batalha diferente", disse o italiano numa conferência de imprensa recente.

A próxima ronda do campeonato, a sexta da temporada, disputa-se nos dias 30 e 31 de Maio, no circuito de Aragão, em Espanha. Para Bulega, será mais uma oportunidade de alargar um recorde que já parece pertencer a outra dimensão competitiva. Para os seus adversários, incluindo Lecuona e um Miguel Oliveira que se espera recuperado, Aragão representará um teste crucial para tentar, pelo menos, travar a marcha aparentemente imparável do líder do campeonato.

Com quase metade da temporada disputada, o Mundial de Superbikes de 2026 parece ter já um dono. A questão que resta saber não é tanto se Bulega será campeão, mas sim até onde poderá levar esta série invicta que já entrou para os livros de história da modalidade. Em Most, este domingo, o italiano deu mais um passo — talvez o mais eloquente — rumo à confirmação do seu estatuto como um dos maiores pilotos de sempre das Superbikes.

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