Hui Ka Yan, o empresário chinês que construiu um dos maiores impérios imobiliários do mundo à frente da Evergrande, foi condenado à prisão perpétua. A sentença encerra a trajetória de um dos nomes mais poderosos do setor imobiliário chinês, que passou da fortuna à cadeia.
O empresário ergueu uma gigante da construção civil, mas foi justamente o colapso dessa incorporadora que provocou uma crise de proporções globais. A quebra da companhia expôs os riscos acumulados no mercado imobiliário chinês e reverberou muito além das fronteiras do país.
Além da pena de prisão perpétua, a Justiça da China determinou o confisco de todos os bens pessoais que ele possuía. A medida retira do empresário o patrimônio que acumulou ao longo das décadas em que comandou o grupo.
A dimensão da queda impressiona quando se lembra que Hui Ka Yan já foi considerado o homem mais rico da Ásia. O empresário esteve no topo da lista dos maiores bilionários do continente antes de ver sua fortuna e sua liberdade ruírem.
A Evergrande, empresa no centro do caso, entrou em colapso há cinco anos. O tombo da incorporadora marcou o início de uma longa crise que abalou a confiança no setor imobiliário chinês e nos mercados que dependiam dele.
No momento de seu colapso, a companhia havia acumulado 300 bilhões de dólares em dívidas, uma das maiores da história do setor imobiliário. O volume de passivos deu à Evergrande a marca de uma das construtoras mais endividadas já registradas.
O tamanho dessa dívida e a falência da incorporadora provocaram ondas de choque em mercados dentro e fora da China, e a prisão perpétua agora imposta ao seu fundador representa um desfecho dramático para um dos colapsos empresariais mais marcantes dos últimos anos.
