Nas vésperas de seus casamentos, várias noivas correm o risco de ficar sem o vestido que já haviam comprado em uma badalada loja de São Paulo, segundo a reportagem. O ateliê, que já estampou capas de revistas de moda, agora foi parar nas páginas policiais depois que clientes passaram a denunciar o descumprimento dos prazos de entrega. O que deveria ser um momento de festa acabou se transformando em preocupação para quem contava com a peça para o grande dia.
Entre as clientes afetadas está Roseli, que veio de Lindóia, no interior do estado, acompanhada do noivo, depois de descobrir que a loja estava atrasando as entregas. Segundo a reportagem, ela buscava o vestido da filha, que se casa neste fim de semana. Decidida, afirmou que não sairia dali sem a peça, lembrando que o vestido já estava pago e não se tratava de aluguel, e que sequer precisaria de ajustes por estar perfeito no corpo.
O caso de Roseli ilustra a sequência de adiamentos enfrentada pelas clientes. De acordo com a reportagem, a prova do vestido foi remarcada várias vezes: marcada inicialmente para junho, passou para julho e, em seguida, para agosto. Na semana passada, a cliente recebeu uma mensagem informando que a loja estaria mudando de endereço e que, por isso, a prova ficaria para setembro, cada vez mais perto da data do casamento.
A tentativa de resolver a situação diretamente também não deu resultado. Segundo a reportagem, no ateliê da marca, onde os funcionários costuram e produzem os vestidos, ninguém apareceu para atender e nem sequer respondeu ao interfone. Diante do impasse e do crescente número de clientes na mesma situação, a polícia acabou sendo acionada para registrar as reclamações de quem se sentia lesado.
O volume de queixas chamou a atenção. De acordo com a reportagem, a polícia registrou a queixa de pelo menos 20 clientes em apenas duas horas. A loja da marca, localizada em Pinheiros, bairro de alto padrão em São Paulo, também passou o dia de portas fechadas, apesar de os canais de atendimento indicarem que o estabelecimento estaria aberto até as sete da noite.
Diante da repercussão, a empresa se manifestou. Segundo a reportagem, em comunicado publicado na internet, a loja afirmou que enfrenta um problema importante na operação de produção. A companhia disse ainda que sua prioridade, neste momento, é atender as noivas cujos casamentos estão mais próximos, tentando organizar as entregas de acordo com a urgência das datas marcadas por cada cliente.
Para as clientes, no entanto, a explicação não diminui a angústia. Segundo a reportagem, uma das noivas lamentou ter de passar por toda essa dor de cabeça a um mês do casamento, justamente com algo de que estava tão segura. A loja, que atua há 14 anos com vestidos de noiva e reúne cerca de 170 mil seguidores em uma rede social, vende peças que custam entre 15 mil e 40 mil reais, o que dá a dimensão do valor investido pelas clientes.
