Uma operação de fiscalização ambiental identificou mais de 8 mil hectares de desmatamento ilegal em todo o país, segundo a Record News. De acordo com a emissora, o levantamento foi feito com a ajuda de imagens de satélite e mirou áreas derrubadas por proprietários que querem expandir suas fronteiras de agricultura, pecuária e piscicultura.
Para dar a dimensão do estrago, a Record News comparou a área destruída a cerca de três vezes o tamanho de Fernando de Noronha. O número apresentado no telejornal reforça que a devastação flagrada pela fiscalização não ficou restrita a um único ponto, mas se espalhou por diferentes regiões do território nacional.
De acordo com a emissora, Minas Gerais lidera o ranking de destruição, com mais de 3 mil hectares derrubados em relação ao ano passado. O estado aparece à frente dos demais no balanço da operação, concentrando boa parte da área de vegetação suprimida ilegalmente que foi identificada pelos agentes de fiscalização.
A Record News informou que, em dez dias de operação, foram aplicados 100 milhões de reais em multas aos responsáveis pelas áreas desmatadas. Segundo a emissora, o valor faz parte da resposta da fiscalização ao avanço da derrubada ilegal registrado no período em que os agentes estiveram em campo percorrendo as regiões afetadas.
Ainda de acordo com o telejornal, sete pessoas foram detidas em Minas Gerais no âmbito da operação. A emissora informou que os promotores vão instaurar inquéritos civis e, se for o caso, determinar a abertura de inquéritos policiais, para que os infratores sejam responsabilizados e obrigados a reconstruir a flora que foi destruída.
A situação da Mata Atlântica foi destacada como especialmente grave. Segundo o Ministério Público citado pela Record News, apenas 12% da vegetação original do bioma segue preservada, um retrato do quanto a floresta foi reduzida ao longo do tempo diante da ocupação e da exploração de suas áreas ao redor do país.
A emissora ressaltou que a Mata Atlântica é rica em biodiversidade e é o bioma mais devastado do Brasil. No telejornal, o bioma foi descrito como aquele que realmente protege os rios, os mares e as águas do país, o que, segundo a reportagem, torna ainda mais preocupante o ritmo de destruição flagrado pela fiscalização.
