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Recifes de coral do mundo recuam 9,5% em quatro anos, diz relatório

Recifes de coral do mundo recuam 9,5% em quatro anos, diz relatório | AVALW News

Os recifes de coral do mundo estão em declínio, aponta o relatório Global de Monitoramento de Recifes de Coral, publicado nesta segunda-feira. Segundo a reportagem, a avaliação se baseia em pesquisas realizadas entre 1980 e 2024, considerando escalas globais e regionais. O estudo detectou, entre 2020 e 2024, uma redução de 9,5% nos recifes de todo o mundo em comparação ao período de 1980 a 2009. Entre 2006 e 2024, foi observado um declínio de 8,9%, a maior perda anual observada desde o começo da pesquisa. Outra preocupação é a redução do tempo de recuperação dos episódios de branqueamento. Os recifes abrigam cerca de 25% da vida marinha.

Um novo balanço internacional confirma que os recifes de coral do mundo estão perdendo terreno. Segundo a reportagem, o aquecimento dos oceanos, uma das consequências das mudanças climáticas, está prejudicando o tempo de recuperação desses recifes. O alerta faz parte do relatório Global de Monitoramento de Recifes de Coral, publicado nesta segunda-feira, que reúne dados sobre o estado desses ecossistemas em diferentes partes do planeta.

A avaliação não olha apenas para os últimos anos, mas para um período longo de acompanhamento. De acordo com a reportagem, o relatório se baseia em pesquisas realizadas entre 1980 e 2024, considerando tanto escalas globais quanto regionais. Esse recorte amplo permite comparar como estavam os recifes em décadas anteriores e como se encontram agora, dando uma dimensão mais clara da tendência ao longo do tempo.

Um dos números centrais do estudo mostra uma perda recente expressiva. Conforme a reportagem, entre 2020 e 2024 foi detectada uma redução de 9,5% nos recifes de corais de todo o mundo, em comparação com o período de 1980 a 2009. A queda, medida em relação a um passado relativamente recente, ajuda a ilustrar o ritmo com que esses ambientes vêm encolhendo nos anos mais próximos.

Além dessa comparação, o levantamento aponta outra perda ao longo de quase duas décadas. Segundo a reportagem, entre 2006 e 2024 foi observado um declínio de 8,9%, descrito como a maior perda anual registrada desde o começo da pesquisa. Ou seja, não se trata apenas de um recuo pontual, mas de uma redução que se acumulou de forma contínua ao longo desse intervalo de acompanhamento.

Ao lado da perda de área, os pesquisadores destacam um problema ligado à capacidade de recuperação dos corais. De acordo com a reportagem, uma preocupação é a redução do tempo de recuperação de episódios conhecidos como branqueamento, que acontecem quando os organismos perdem as algas necessárias para a sobrevivência. Esse fenômeno enfraquece os recifes e os deixa mais vulneráveis a novos danos.

O relatório também explica que o branqueamento não é necessariamente uma sentença final, desde que haja condições favoráveis. Conforme a reportagem, corais branqueados conseguem se recuperar, mas, além de precisarem de tempo, a água ao redor deles não pode permanecer quente demais. O problema é que a redução desses intervalos de descanso pode levar esses ecossistemas à morte, quando não há folga suficiente entre um estresse e outro.

Por fim, o estudo reforça por que a perda dos recifes preocupa muito além do ambiente submarino. Segundo a reportagem, os recifes são ecossistemas importantes, que abrigam cerca de 25% da vida marinha, além de proteger o litoral contra tempestades e responderem pela segurança alimentar e pela proteção costeira. A degradação desses ambientes, portanto, afeta tanto a biodiversidade quanto as populações que dependem deles.

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