Um relatorio de uma revista cientifica projeta uma mudanca importante no perfil das pessoas que vivem com o virus HIV no mundo. Segundo a reportagem, ate 2040 cerca de 20 milhoes de pacientes com HIV terao mais de 50 anos de idade. Esse numero passara a representar mais da metade da populacao mundial diagnosticada com o virus.
A projecao marca um ponto inedito na historia da epidemia. De acordo com a reportagem, sera a primeira vez que mais da metade das pessoas que vivem com o HIV no mundo tera mais de 50 anos. O dado consta de um relatorio da revista cientifica The Lancet, que avaliou a evolucao do tratamento e do perfil dos pacientes ao longo do tempo.
O envelhecimento dessa populacao esta ligado ao avanco do tratamento. Segundo a reportagem, foram anos de estudos para combater o virus e livrar milhoes de pessoas da morte, e agora os pacientes estao vivendo mais. O relatorio da The Lancet indica que os tratamentos sao efetivos e que cada vez mais pacientes buscam acompanhamento medico para ter qualidade de vida.
No Brasil, o avanco no enfrentamento do virus tambem aparece em marcos recentes. De acordo com a reportagem, em dezembro o pais se tornou o primeiro a eliminar a transmissao vertical do HIV, que ocorre quando a mae passa o virus para o bebe. O resultado e apontado como um passo relevante nas politicas de combate a doenca no pais.
Ao mesmo tempo, os dados mostram um cenario que ainda preocupa. Segundo a reportagem, houve um aumento de mais de 20% em novas infeccoes entre adultos na ultima decada. A estimativa e de que cerca de um milhao de pessoas tenham HIV no Brasil, das quais 82% estao em tratamento, de acordo com os numeros apresentados.
A trajetoria da epidemia no pais e longa e comecou ha mais de quatro decadas. De acordo com a reportagem, o primeiro paciente infectado no Brasil foi identificado em 1982. Desde entao, o tratamento passou por transformacoes, e hoje ha medicamentos, acesso a remedios e acompanhamento medico disponiveis para quem vive com o virus.
Apesar dos avancos, a reportagem destaca que o preconceito e o estigma ainda afetam quem convive com o HIV. Segundo os relatos apresentados, esse estigma faz muita gente desistir de tratar, mesmo diante das opcoes disponiveis. Com os pacientes vivendo mais, ganha forca o debate sobre o direito de envelhecer com dignidade e com acompanhamento adequado.
