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Estudo da NASA sugere que micro-organismos sobreviveriam na Lua

Estudo da NASA sugere que micro-organismos sobreviveriam na Lua | AVALW News

Pesquisadores da NASA sugerem que cinco tipos de bactérias e fungos, bastante comuns entre os seres humanos, seriam capazes de sobreviver às condições extremas da superfície lunar. Os cientistas analisaram três bactérias e dois fungos e concluíram que eles resistiram ao frio intenso, às grandes variações de temperatura e à forte radiação ultravioleta da Lua. Sobreviver, porém, não é o mesmo que viver normalmente, e um dos fungos poderia permanecer viável por até sete dias em algumas regiões dos polos lunares. O estudo, que usou dados de uma sonda lunar da agência, indica que os polos podem ser menos hostis do que se imaginava e acende um alerta sobre contaminação em futuras missões espaciais.

Um novo estudo científico coloca em xeque a ideia de que a Lua é um ambiente completamente estéril. Segundo a Record News, pesquisadores da NASA sugerem que cinco tipos de bactérias e fungos, bastante comuns aqui entre os seres humanos, seriam capazes de sobreviver às condições extremas da superfície lunar.

A conclusão veio da análise de um conjunto específico de micro-organismos. De acordo com a reportagem, os cientistas analisaram três bactérias e dois fungos diferentes, e o resultado foi que eles conseguiram resistir ao frio intenso, às grandes variações de temperatura e à forte radiação ultravioleta da Lua.

Há, no entanto, um detalhe importante que muda a interpretação do resultado. A Record News destaca que sobreviver não é a mesma coisa que viver normalmente, já que, segundo os pesquisadores, esses organismos poderiam permanecer preservados por um determinado período, sem necessariamente crescer ou se reproduzir, mas continuando vivos.

Entre os micro-organismos testados, um deles se destacou. Conforme a reportagem, um dos fungos apresentou o melhor desempenho durante os testes, com a possibilidade de permanecer viável por até sete dias em algumas regiões dos polos lunares, onde a incidência de radiação é um pouco menor do que em outros lugares.

O trabalho também trouxe uma leitura nova sobre determinadas áreas da Lua. Segundo a Record News, o estudo mostra que os polos lunares podem oferecer condições menos hostis do que se imaginava; para chegar a isso, os pesquisadores utilizaram dados de uma sonda lunar, também da NASA, e criaram modelos para entender como esses micro-organismos reagem em diferentes áreas da superfície, na primeira pesquisa a comparar várias regiões da Lua sob esse ponto de vista.

Apesar do resultado chamativo, os próprios cientistas fazem uma ressalva firme. A reportagem ressalta que isso não significa que existe vida na Lua, pois esses organismos não nasceriam nem se multiplicariam naturalmente ali; para crescer, eles precisariam de água líquida, nutrientes e uma atmosfera adequada, condições que hoje simplesmente não existem na superfície lunar.

A descoberta, porém, tem uma implicação prática para a exploração espacial. Segundo a Record News, o achado acende um alerta para futuras missões, indicando que, além de explorar a Lua e outros destinos, será preciso ter mais cuidado para que os primeiros moradores do satélite natural da Terra não sejam justamente os micro-organismos levados do nosso planeta.

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