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Estudantes brasileiros criam prótese de joelho impressa em 3D para amputados

Estudantes brasileiros criam prótese de joelho impressa em 3D para amputados | AVALW News

Universitários brasileiros desenvolveram uma prótese de joelho feita em impressora 3D que pode oferecer mais qualidade de vida a pessoas amputadas. Ainda em fase de protótipo, a peça pode chegar ao SUS em até três anos e custar bem menos que as próteses importadas.

Um projeto pioneiro de estudantes brasileiros pode trazer mais qualidade de vida a pessoas amputadas. Universitários desenvolveram uma prótese de joelho feita em impressora 3D que, ainda na fase de protótipo, já desperta interesse pela proposta de unir tecnologia acessível e atenção às necessidades de cada paciente.

A ideia central do projeto é usar sensores para estudar o movimento de cada pessoa e, a partir desses dados, criar uma prótese única para cada paciente. Os testes feitos até agora nos laboratórios da universidade mostram que o joelho desenvolvido consegue acompanhar o corpo com muito mais precisão.

Outro diferencial apontado é a possibilidade de realizar adaptações e trocas nas peças para acompanhar o crescimento de uma criança ou de um adolescente. Segundo os responsáveis, a troca de alguns componentes do joelho pode ajudar a trazer uma marcha mais natural, ajustando o equipamento ao longo do tempo.

O custo é um dos pontos que mais chamam a atenção. As próteses de joelho tradicionais são fabricadas fora do Brasil e podem chegar a custar até 50 mil reais, valor que torna o acesso difícil para muitas famílias que dependem desse tipo de equipamento no dia a dia.

A prótese brasileira, bem mais barata, poderá estar disponível no Sistema Único de Saúde, o SUS, em até três anos. A expectativa é de que o preço reduzido amplie o alcance da tecnologia e permita que mais pessoas tenham acesso a uma prótese de qualidade pela rede pública.

Entre os que podem se beneficiar está Heitor, de 9 anos, que teve a perna amputada quando ainda era bebê devido a uma malformação. Como as crianças crescem constantemente, nem sempre as medidas das próteses acompanham esse ritmo, e o menino já passou por mais de uma peça ao longo da infância.

O parceiro de bola de Heitor é o próprio pai, que divide a mesma realidade após perder a perna em um acidente de moto. Juntos, eles jogam futebol de amputados e mantêm vivo o sonho do garoto de se tornar jogador profissional, em uma história que reforça a aposta na ciência brasileira para transformar a vida de quem mais precisa.

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