A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira a Operação Nexus, voltada para desarticular um grupo suspeito de vender armas e drogas no modelo de delivery. Segundo as informações divulgadas, seis homens foram presos ao longo da ação, apontados como envolvidos nesse tipo de prática criminosa. A operação chamou a atenção justamente pela forma como o esquema era organizado, muito parecida com a de um serviço de entregas comum.
De acordo com a apuração, o funcionamento do grupo se apoiava fortemente na internet. Os interessados em comprar drogas, armas e munições faziam a solicitação por meio de redes sociais ou de aplicativos de mensagem, indicando os produtos que desejavam adquirir. Dessa forma, o primeiro contato e a negociação aconteciam de maneira digital, longe das ruas e das transações presenciais tradicionais.
A etapa da entrega também era estruturada como um delivery. O local onde o material seria recebido era combinado por meio desses aplicativos de mensagem, e a distribuição ficava a cargo de um motorista de aplicativo, que se encarregava de levar os produtos até os compradores. Esse formato permitia ao grupo movimentar armas e drogas de maneira discreta, aproveitando uma logística parecida com a de serviços legais de transporte.
Para cumprir a operação, os agentes executaram mandados de prisão preventiva contra os suspeitos, o que resultou nas seis prisões anunciadas. Além disso, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, que permitiram aos investigadores vasculhar endereços ligados ao grupo em busca de provas, materiais e outros elementos capazes de reforçar a investigação sobre o esquema.
As diligências não se concentraram em um único ponto, mas se espalharam por diferentes cidades. O cumprimento dos mandados aconteceu nos municípios de Salvador, Feira de Santana e também de Serra Preta. A atuação em mais de uma localidade indicou que o alcance do grupo investigado ultrapassava os limites de uma só cidade, exigindo uma ação coordenada em frentes distintas.
A Operação Nexus foi deflagrada por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais, estrutura da Polícia Civil voltada para casos desse tipo. Ao todo, a ação envolveu 14 equipes e 56 policiais civis, um efetivo expressivo que dá a medida da complexidade do esquema investigado e do esforço necessário para chegar aos suspeitos e aos endereços alvo da operação.
Com os investigados já presos, a Polícia Civil informou que os resultados das diligências realizadas ao longo do dia ainda seriam divulgados posteriormente. O caso reforça uma tendência que preocupa as autoridades, a de grupos criminosos que passam a usar redes sociais, aplicativos de mensagem e serviços de entrega para comercializar armas e drogas, aproximando o crime organizado de ferramentas do cotidiano digital.
