A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União deflagraram a Operação Severus para aprofundar a apuração de um suposto esquema de fraudes em licitações no âmbito da prefeitura de Gongogi, na Bahia. A investigação apura fraudes em procedimentos licitatórios, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da ação está o prefeito da cidade, Adriano Mendonça.
A operação foi montada a partir de decisões da Justiça Federal. Ao todo, foram cumpridos 33 mandados expedidos pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região. O número elevado de ordens judiciais dá a dimensão do alcance da investigação e do esforço necessário para reunir provas sobre o funcionamento do suposto esquema dentro da administração municipal.
As diligências não se limitaram ao município investigado e se espalharam por diferentes cidades baianas. O cumprimento dos mandados ocorreu em Itabuna, Ilhéus, Gongogi, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí e Eunápolis. A atuação em várias localidades ao mesmo tempo indicou que a apuração envolve pessoas e endereços distribuídos por uma área ampla, exigindo uma ação coordenada em várias frentes.
No centro da investigação está a suposta atuação de um grupo criminoso no âmbito da administração municipal. De acordo com a apuração, o esquema teria contado com a participação tanto de agentes públicos quanto de particulares, que agiriam de forma articulada. Essa combinação entre servidores e pessoas de fora da prefeitura seria a base para viabilizar as irregularidades investigadas.
Segundo as informações divulgadas, o objetivo do grupo seria fraudar procedimentos licitatórios, desviar recursos públicos e praticar atos de corrupção e lavagem de dinheiro. A soma dessas condutas aponta para um suposto esquema estruturado, voltado a manipular contratações públicas e a dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido de forma irregular dentro da máquina municipal.
Os elementos reunidos pelos investigadores indicam a existência de práticas específicas para viabilizar as fraudes. Entre elas estariam o direcionamento das licitações e a utilização de documentos falsos, além da manipulação de procedimentos administrativos. Esse conjunto de indícios sugere que os processos de contratação teriam sido moldados para beneficiar determinados interessados, em vez de seguir regras de concorrência.
A apuração aponta ainda para prejuízos concretos aos cofres públicos por meio dos contratos. De acordo com a investigação, houve pagamentos por serviços que não foram executados ou que foram apenas parcialmente executados. Com os mandados cumpridos e o prefeito entre os alvos, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União devem seguir analisando o material recolhido para aprofundar a apuração.
