O ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Márcio Canella, foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal. A prisão ganhou destaque pelo perfil político do detido, que segue com projetos eleitorais mesmo após deixar o comando da prefeitura do município.
A prisão teve origem em um flagrante específico. De acordo com as informações, Canella foi levado para a superintendência da Polícia Federal depois que um fuzil foi encontrado no carro dele, e acabou preso por posse de arma de uso restrito, uma acusação que se soma ao contexto da investigação em curso.
O nome de Canella também está ligado ao cenário político da região. Segundo o relato, além de ex-prefeito de Belford Roxo, ele é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, o que amplia a repercussão do caso, já que envolve uma figura com pretensões eleitorais para o próximo pleito.
A prisão não ocorreu de forma isolada, mas dentro de uma apuração maior. De acordo com as informações, Canella é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que, segundo a investigação, se valia de uma rede de postos de combustíveis.
Dentro dessa estrutura, o ex-prefeito aparece em uma posição de destaque. Segundo o relato, Canella é apontado pela Polícia Federal como um dos principais elos políticos do grupo investigado, o que sugere um papel relevante na articulação entre o esquema financeiro e a esfera pública.
A investigação que levou à operação tem base em dados financeiros. De acordo com as informações, a apuração começou a partir de relatórios do COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, e, em seis anos, foram identificadas movimentações suspeitas de mais de 7 bilhões e 600 milhões de reais ligadas ao grupo.
Em um novo desdobramento, o caso teve uma reviravolta neste fim de semana. Segundo o relato, Márcio Canella foi solto neste sábado, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes; com a decisão, o ex-prefeito deixou o presídio Bangu 8, mas terá de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte, quatro dias depois de ter sido preso durante a operação da Polícia Federal.
A defesa apresentou uma justificativa para a arma que motivou o flagrante. De acordo com o relato, os advogados de Canella afirmam que o fuzil pertencia a um policial que fazia a segurança do ex-prefeito, versão que passa a integrar o processo enquanto a investigação sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis segue em andamento.
