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Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella é solto por decisão do STF

Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella é solto por decisão do STF

O ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, foi solto neste sábado após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, quatro dias depois de ter sido preso com um fuzil durante uma operação da Polícia Federal. Segundo o relato, ele deixou o presídio Bangu 8, mas terá de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte. Canella é apontado pela PF como um dos principais elos políticos de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que se valia de uma rede de postos de combustíveis; a defesa afirma que a arma pertencia a um policial que fazia a segurança do ex-prefeito.

O ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Márcio Canella, foi preso em flagrante durante uma operação da Polícia Federal. A prisão ganhou destaque pelo perfil político do detido, que segue com projetos eleitorais mesmo após deixar o comando da prefeitura do município.

A prisão teve origem em um flagrante específico. De acordo com as informações, Canella foi levado para a superintendência da Polícia Federal depois que um fuzil foi encontrado no carro dele, e acabou preso por posse de arma de uso restrito, uma acusação que se soma ao contexto da investigação em curso.

O nome de Canella também está ligado ao cenário político da região. Segundo o relato, além de ex-prefeito de Belford Roxo, ele é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, o que amplia a repercussão do caso, já que envolve uma figura com pretensões eleitorais para o próximo pleito.

A prisão não ocorreu de forma isolada, mas dentro de uma apuração maior. De acordo com as informações, Canella é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que, segundo a investigação, se valia de uma rede de postos de combustíveis.

Dentro dessa estrutura, o ex-prefeito aparece em uma posição de destaque. Segundo o relato, Canella é apontado pela Polícia Federal como um dos principais elos políticos do grupo investigado, o que sugere um papel relevante na articulação entre o esquema financeiro e a esfera pública.

A investigação que levou à operação tem base em dados financeiros. De acordo com as informações, a apuração começou a partir de relatórios do COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, e, em seis anos, foram identificadas movimentações suspeitas de mais de 7 bilhões e 600 milhões de reais ligadas ao grupo.

Em um novo desdobramento, o caso teve uma reviravolta neste fim de semana. Segundo o relato, Márcio Canella foi solto neste sábado, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes; com a decisão, o ex-prefeito deixou o presídio Bangu 8, mas terá de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte, quatro dias depois de ter sido preso durante a operação da Polícia Federal.

A defesa apresentou uma justificativa para a arma que motivou o flagrante. De acordo com o relato, os advogados de Canella afirmam que o fuzil pertencia a um policial que fazia a segurança do ex-prefeito, versão que passa a integrar o processo enquanto a investigação sobre o suposto esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis segue em andamento.

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