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Casal de idosos é encontrado morto em apartamento de alto padrão em Belo Horizonte

Casal de idosos é encontrado morto em apartamento de alto padrão em Belo Horizonte | AVALW News

Um casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, em um prédio de alto padrão em Belo Horizonte. As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, encontrados sem vida no bairro São Pedro. As investigações apontam para a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, e a principal suspeita passou a ser a diarista que trabalhava para o casal pela primeira vez. Imagens de câmeras mostram a mulher deixando o prédio com pertences que não havia trazido. Em um novo desdobramento, a principal suspeita foi presa em um hotel na cidade de Itabira, a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte, onde estava com um filho de seis anos. A diarista, identificada como Paula Stefani Neto Cirino, de 30 anos, confessou à polícia ter tirado a vida do casal.

Um casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, em um prédio de alto padrão em Belo Horizonte. O crime, que chocou familiares e vizinhos, passou a ser investigado pela polícia, que busca esclarecer as circunstâncias das mortes.

As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos. Os dois foram encontrados sem vida na tarde de terça-feira, na residência em que viviam, no bairro São Pedro.

Familiares descreveram o casal com carinho. Segundo eles, Maria Clotilde foi atleta durante muitos anos e Cláudio era advogado atuante. O casal costumava viajar pelo mundo e, nas palavras de um parente, só se ouviam coisas boas sobre os dois.

O fato de o casal ter sido encontrado dentro do próprio apartamento, em um edifício de alto padrão, aumentou a comoção em torno do caso. O ambiente, considerado tranquilo, tornou a violência ainda mais impactante para quem convivia com os dois.

As investigações apontam, por ora, para a hipótese de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Esse é um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira e orienta boa parte das apurações conduzidas até o momento.

Com o avanço das investigações, a principal suspeita passou a ser a diarista que prestava serviço ao casal pela primeira vez, indicada por conhecidos da família. Ela teria ido ao apartamento na segunda-feira, dia em que a polícia acredita que o crime ocorreu, durante o horário de um jogo da seleção.

Imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram a movimentação dela no prédio. Segundo a apuração, a mulher deixou o local usando uma roupa diferente da que chegou e levando pertences que não havia trazido, entre eles semijoias e uma coleção de relógios, um deles avaliado em mais de 50 mil reais.

A suspeita mora em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. A polícia foi até o endereço, mas ela não estava e teria informado a vizinhos e familiares que viajaria para o Espírito Santo com um filho de seis anos. Por ora, ela é tratada como suspeita, sem ter sido declarada foragida.

Em um novo desdobramento, a principal suspeita do caso foi presa. De acordo com a apuração, a mulher foi detida na noite anterior em um hotel na cidade de Itabira, a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte, onde estava acompanhada de um filho de seis anos.

A polícia trabalha com a suspeita de que o episódio tenha sido motivado por dívidas. A mulher responde ao processo preservada pela presunção de inocência até uma eventual decisão da Justiça.

Em um novo desdobramento, a diarista foi identificada pelas autoridades. Segundo a apuração, trata-se de Paula Stefani Neto Cirino, de 30 anos, a mesma mulher que aparece nas imagens das câmeras de monitoramento e que era procurada como principal suspeita do latrocínio.

De acordo com o que foi divulgado, ela confessou à polícia ter tirado a vida do casal, formado por Cláudio, de 75 anos, e Maria Clotilde, de 76. Com o depoimento, a investigação passou a contar com a versão da própria suspeita sobre o que teria acontecido dentro do apartamento.

Em um novo desdobramento, uma perícia confirmou a presença de medicamentos ansiolíticos no sangue das vítimas, indicando que o casal foi sedado antes de ser morto. Segundo o relato da diarista, ela teria dissolvido comprimidos de calmante em um suco para dopar o casal, e só depois teria cometido o crime. Ela alegou às autoridades que teria tido um surto psicótico no momento dos fatos.

Ainda de acordo com as informações, era a primeira vez que a diarista trabalhava para a família. Após o crime, ela teria tomado banho, trocado de roupa e se desfeito de uma blusa suja de sangue e de outros objetos, jogando-os em uma caçamba. A suspeita acabou presa em um hotel localizado a mais de 100 quilômetros do apartamento do casal, e responde ao processo preservada pela presunção de inocência até a decisão da Justiça.

Um dos pontos esclarecidos no depoimento diz respeito ao motorista que a aguardava quando ela deixou o local. Segundo a diarista, essa pessoa era apenas um motorista de aplicativo que estava parado nas proximidades, a quem ela teria oferecido 40 reais para levá-la até o centro da capital, e que não teria qualquer conhecimento do crime.

Enquanto a apuração avança, novos detalhes sobre a família vieram à tona. O casal, que levava uma vida tranquila e costumava viajar, teve dois filhos. Uma das filhas morreu em um acidente de bicicleta há mais de vinte anos, e o filho, de 45 anos, era visto com frequência no prédio. O apartamento, localizado no quinto andar, permanecia isolado para a perícia.

Em um novo desdobramento do caso, a justiça converteu em prisão preventiva a detenção da diarista suspeita de matar e roubar o casal de idosos. A decisão significa que a suspeita permanecerá presa enquanto as investigações e o processo avançam, sem prazo definido para a soltura. A mudança do tipo de prisão reforçou o rigor com que o caso vem sendo tratado pelas autoridades.

De acordo com as informações divulgadas, a magistrada responsável ressaltou que a defesa não apresentou documentos ou relatórios médicos que comprovassem alguma doença psiquiátrica da investigada. Esse ponto foi levantado no contexto de questões sobre o uso de remédio psiquiátrico ou de entorpecentes por parte da suspeita, argumentos que não foram acompanhados de comprovação nos autos. A suspeita segue preservada pela presunção de inocência até o desfecho do processo.

Em um novo desdobramento do caso, a Polícia Civil de Minas Gerais indiciou a diarista Paula Stefani Neto Cirino por latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, formalizando a acusação contra a principal suspeita, que está presa desde o dia 2 de julho. Segundo as informações divulgadas, além dela foram indiciados quatro homens pelo crime de receptação qualificada, sob a suspeita de terem adquirido bens roubados das vítimas, o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, mortos no apartamento do casal. A investigada e os demais indiciados seguem preservados pela presunção de inocência até uma eventual decisão da Justiça.

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