Um incendio atingiu um predio comercial abandonado em Belo Horizonte e deixou uma mulher gravemente ferida. De acordo com as informacoes divulgadas, o fogo comecou na tarde de domingo e atingiu o primeiro andar do edificio, que ha tempos estava desativado. A principal suspeita e de que as chamas tenham sido provocadas por uma tentativa de derreter fios e cobre roubados dentro do imovel, uma pratica que costuma envolver o uso de fogo e representa risco elevado de incendio em construcoes abandonadas.
A unica vitima confirmada ate o momento foi uma mulher, socorrida em estado grave apos o incendio. O predio, embora desativado do ponto de vista comercial, nao estava vazio: ele vinha sendo ocupado por pessoas em situacao de rua, que encontraram no local uma forma de abrigo. Essa ocupacao informal ajuda a explicar a presenca de pessoas no imovel no momento em que o fogo se alastrou pelo primeiro andar.
No dia seguinte ao incendio, o cenario ainda revelava a gravidade do ocorrido. A portaria do predio permanecia aberta, e estilhacos de vidro e entulho ficaram espalhados pelo chao, sinal de que o local seguia sem controle de acesso mesmo apos as chamas. A falta de vedacao do imovel reforcou as preocupacoes de moradores da regiao a respeito da seguranca do entorno.
Entre os mais afetados esta Dona Nilza, que mora ao lado do predio e precisou passar a noite fora de casa por causa do incendio. Ela relatou ter enfrentado uma fumaca muito forte e um cheiro intenso, que tornaram impossivel permanecer em sua residencia durante o episodio. O relato da vizinha ilustra como o incendio em um imovel abandonado acabou atingindo diretamente a rotina de quem vive nas proximidades.
O historico do predio ja vinha sendo alvo de reclamacoes. Segundo o levantamento, vizinhos haviam denunciado anteriormente a situacao do imovel, onde no passado funcionou uma empresa de telefonia. A degradacao do local e a ausencia de medidas de seguranca ja eram apontadas pela vizinhanca como um problema, o que colocou o incendio deste fim de semana no centro de uma cobranca por providencias das autoridades.
A questao da responsabilidade sobre o predio tambem ganhou destaque. A empresa responsavel pelo imovel esta em recuperacao judicial desde 2023, e esse processo tramita no Rio de Janeiro. Essa situacao juridica ajuda a explicar por que o edificio permaneceu abandonado e sem manutencao por um longo periodo, ampliando os riscos associados a ocupacao irregular e ao furto de materiais como fios e cobre em seu interior.
Diante do episodio, o Ministerio Publico de Minas Gerais anunciou que vai agir. O orgao informou que vai pedir na Justica a limpeza do imovel, o fechamento do acesso ao predio e a adocao de medidas de seguranca e vigilancia no local, de modo a evitar novas ocorrencias. Apesar da gravidade do incendio, as avaliacoes feitas ate agora nao identificaram risco estrutural no predio nem nos imoveis vizinhos, o que afasta, ao menos por enquanto, o temor de desabamento.
