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Presidente da Conafer, Carlos Lopes, é preso após audiência de custódia no caso do INSS

Presidente da Conafer, Carlos Lopes, é preso após audiência de custódia no caso do INSS | AVALW News

Carlos Lopes, presidente da Conafer, foi preso no âmbito das investigações sobre os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Ele se apresentou à Polícia Federal na quarta-feira, após ficar foragido por pelo menos nove meses, passou por uma audiência de custódia na Justiça Federal e foi levado ao sistema prisional.

O presidente da Conafer, Carlos Lopes, foi preso no âmbito das investigações sobre o escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Após se apresentar à Polícia Federal na noite de quarta-feira, ele foi ouvido na Justiça Federal, na 15ª vara, em uma audiência de custódia que durou pelo menos meia hora nesta quinta-feira. Em seguida, Carlos Lopes foi levado para o sistema prisional, onde passou a ficar à disposição da Justiça.

Carlos Lopes estava foragido havia pelo menos nove meses, desde novembro do ano passado, quando teve a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Durante todo esse período, ele permaneceu fora do alcance das autoridades, o que dificultou o cumprimento do mandado. A situação só mudou depois de uma negociação com a Polícia Federal para a sua apresentação, que acabou ocorrendo na quarta-feira.

Ele era o presidente da Conafer, confederação que também aparece envolvida nos escândalos relacionados aos descontos indevidos e ao desvio de recursos dos aposentados. O caso trata de um esquema em que beneficiários do INSS tinham valores retirados de forma irregular de seus pagamentos. Essa prática está no centro de uma ampla investigação que apura a atuação de entidades ligadas a esse tipo de cobrança contra segurados.

O assunto levou Carlos Lopes a ser ouvido na CPMI do INSS, instalada no Congresso Nacional. Naquela ocasião, ele evitou responder a alguns questionamentos e chegou a entrar em contradição durante o depoimento. Diante do comportamento dele, a mesa diretora da CPMI chegou a decretar a sua prisão. Na mesma madrugada, no entanto, Carlos Lopes pagou uma fiança e acabou sendo liberado, voltando em seguida à condição de foragido.

No último mês, Carlos Lopes também foi indiciado no relatório final da Polícia Federal, ao lado de parlamentares. Entre os citados estão nomes ligados ao mesmo estado dele, na região de Governador Valadares, em Minas Gerais. A inclusão de políticos no relatório reforça a dimensão institucional do caso e amplia o alcance das investigações sobre o esquema de descontos praticado contra aposentados e pensionistas.

Segundo apurado, neste momento não se fala em uma delação premiada, ou seja, Carlos Lopes não deverá fechar um acordo para detalhar o que já foi revelado pela investigação até aqui. A partir de agora, a defesa dele já deverá recorrer da decisão que determinou a prisão. Entre os argumentos, os advogados devem alegar complicações de saúde para tentar obter a prisão domiciliar do ex-presidente da Conafer.

A prisão de Carlos Lopes representa um novo capítulo nas apurações sobre os descontos indevidos praticados contra aposentados e pensionistas do INSS. Depois de meses foragido, ele agora passa a responder ao processo já recolhido ao sistema prisional. Os próximos passos dependerão das decisões da Justiça sobre os recursos que devem ser apresentados pela defesa e do andamento das investigações, que seguem em curso.

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