O Brasil vai olhar de forma sistemática para um grupo que até hoje ficou fora das grandes contagens oficiais. Segundo a reportagem, o IBGE vai contabilizar a população em situação de rua pela primeira vez na história em um censo nacional. A iniciativa representa uma mudança importante na forma como o país reúne dados sobre quem vive nas ruas, um público que historicamente não aparecia de maneira própria nos levantamentos do Instituto.
O trabalho não começa de uma só vez em todo o território, mas por uma fase inicial de teste. De acordo com a reportagem, Belo Horizonte está entre as cinco capitais escolhidas pelo IBGE para essa etapa piloto do levantamento. É nessas cidades que o Instituto vai colocar em prática, pela primeira vez, a forma de contar e de se aproximar dessa população específica antes de levar a experiência para o resto do país.
Além de Belo Horizonte, outras quatro capitais foram selecionadas para participar dessa primeira fase. Conforme a reportagem, a etapa piloto será realizada também em Salvador, Manaus, Florianópolis e Goiânia. A escolha dessas cidades busca reunir realidades diferentes do país, de modo que o método de coleta possa ser avaliado em contextos variados antes de uma aplicação mais ampla do levantamento.
A forma de fazer as entrevistas leva em conta a rotina de quem está sendo pesquisado. Segundo a reportagem, o levantamento com a população em situação de rua será feito à noite e durante a madrugada. Esse horário é justamente o período em que muitas dessas pessoas se recolhem aos locais onde costumam ficar, o que torna a abordagem noturna uma peça central para tentar alcançar e registrar esse público.
Nesta primeira etapa, o objetivo não é apenas contar, mas afinar o próprio método de trabalho. De acordo com a reportagem, o IBGE vai testar a metodologia de abordagem, mapear os locais onde essa população permanece e avaliar os procedimentos de coleta de informação. Ou seja, a fase piloto funciona como um ensaio técnico, em que o Instituto verifica o que funciona e o que precisa ser ajustado antes de expandir o levantamento.
A ideia é que essa experiência inicial abra caminho para algo bem maior nos próximos anos. Conforme a reportagem, a expectativa é de que o levantamento seja realizado em todo o Brasil em 2028. Assim, as cinco capitais escolhidas agora servem como base para que, mais adiante, a contagem da população em situação de rua possa alcançar o país inteiro, e não apenas alguns pontos isolados.
Por trás do esforço técnico está uma preocupação com a ausência histórica desses dados. Segundo a reportagem, o próprio Instituto avalia que as informações reunidas vão ajudar a preencher uma lacuna histórica e a orientar políticas públicas para que sejam mais adequadas a essa população. Ao transformar em números uma realidade antes pouco medida, o censo pretende dar base concreta para decisões voltadas a quem vive nas ruas.
