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Polícia de São Paulo recupera oito obras de Matisse roubadas da Biblioteca Mário de Andrade

Polícia de São Paulo recupera oito obras de Matisse roubadas da Biblioteca Mário de Andrade | AVALW News

A Polícia Civil de São Paulo recuperou as oito obras do artista francês Henri Matisse furtadas em dezembro do ano passado da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista. As peças, avaliadas em mais de um milhão de reais, foram encontradas intactas em um apartamento em São Bernardo do Campo, onde o dono do imóvel acabou preso em flagrante. As cinco obras de Cândido Portinari levadas no mesmo crime seguem desaparecidas.

A Polícia Civil de São Paulo recuperou as oito obras do artista francês Henri Matisse que haviam sido furtadas da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, em dezembro do ano passado. As peças foram analisadas por especialistas e estão intactas, apesar do tempo em que permaneceram nas mãos dos criminosos. A recuperação representa um avanço importante em um dos casos de furto de arte mais comentados do país, com um acervo avaliado em mais de um milhão de reais.

As obras foram localizadas em um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, na região metropolitana de São Paulo. O dono do imóvel acabou preso em flagrante durante a ação policial. Segundo os investigadores, ele afirmou que apenas guardava um envelope a pedido de um amigo, mas esse amigo é apontado pela investigação como um dos principais envolvidos no crime e está preso desde maio.

De acordo com a polícia, as obras estavam sendo mantidas escondidas justamente para esfriar, ou seja, para que a repercussão do crime diminuísse antes de uma eventual tentativa de venda. A avaliação dos investigadores é que, mantidas juntas como um conjunto completo, as peças teriam um valor agregado maior no mercado ilícito, o que ajudaria a explicar o cuidado do grupo em preservá-las até encontrar um possível receptador.

Além das obras de Matisse, o mesmo furto atingiu cinco peças do pintor brasileiro Cândido Portinari, que ainda não foram localizadas. A polícia acredita que poderá recuperá-las, mas há a suspeita de que duas delas já tenham sido vendidas. Segundo a investigação, uma obra de Portinari teria sido vendida pelo valor irrisório de cem reais a uma pessoa física que apreciava aquele trabalho, enquanto outra teria sido dada de presente a outro investigado no caso.

O crime que deu origem à investigação ocorreu em 7 de dezembro de 2025, um domingo pela manhã. Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava a exposição naquele momento. A ação, rápida e violenta, expôs a fragilidade da segurança em torno de um dos principais espaços culturais da cidade de São Paulo.

Os assaltantes levaram oito gravuras de Matisse e cinco obras de Portinari dentro de uma sacola de lona. Câmeras de segurança da região registraram os suspeitos caminhando pelas ruas do centro de São Paulo com as obras furtadas. As imagens se tornaram uma peça central da apuração e ajudaram as autoridades a reconstruir os passos do grupo logo após o assalto à biblioteca.

Na época do furto, cinco pessoas foram presas sob suspeita de participação no crime, considerado um dos maiores roubos de obras de arte da história do Brasil. Com a recuperação das peças de Matisse e a prisão em flagrante do dono do apartamento em São Bernardo do Campo, as investigações continuam, agora concentradas em localizar as obras de Cândido Portinari que seguem desaparecidas.

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