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Policial militar da reserva invade casa da ex-companheira e faz ameaças em Santa Catarina

Policial militar da reserva invade casa da ex-companheira e faz ameaças em Santa Catarina | AVALW News

Um policial militar aposentado invadiu a casa da ex-companheira em Santa Catarina e, segundo a vítima, fez ameaças de morte e a agrediu. O homem fugiu antes da chegada da polícia e a mulher pediu medida protetiva de urgência.

Um caso de violência doméstica em Santa Catarina ganhou repercussão por envolver justamente alguém que deveria proteger as pessoas. Um policial militar aposentado, da reserva, invadiu a casa da ex-companheira e protagonizou uma cena de agressão e ameaças que deixou a vítima em estado de choque e temendo pela própria vida.

De acordo com o relato da mulher, o homem chegou ao local completamente embriagado e fora de si, demonstrando forte agressividade desde o primeiro momento. A relação entre os dois já havia terminado, e ela vinha afirmando que não pretendia voltar a conviver com ele, o que parece ter motivado a reação violenta registrada agora.

Ainda segundo a vítima, o policial aposentado partiu para cima dela, fez ameaças graves de morte e cometeu agressões físicas, com empurrões e puxões de cabelo repetidos. A violência se somou a um clima de terror, em que a mulher percebeu que corria risco real de ser morta dentro da própria residência.

Para intimidar ainda mais a ex-companheira, o homem teria dito que, caso ela acionasse a polícia, ele atiraria até mesmo nos policiais que fossem ao local. A ameaça buscava impedir que a vítima pedisse socorro, aumentando a sensação de que ela estava sozinha e sem saída diante da situação.

Mesmo assim, a mulher conseguiu se afastar do agressor e gritar por ajuda. Vizinhos que ouviram os pedidos de socorro acionaram a Polícia Militar, mas, quando a viatura chegou ao endereço, o homem já havia fugido de carro. Antes de deixar o local, ele teria levado o celular da ex-companheira, possivelmente para dificultar que ela entrasse em contato com alguém.

Procurado pelos policiais, o suspeito não foi localizado. A vítima, em estado de choque, afirmou que não pretende voltar para a própria casa e pediu medida protetiva de urgência. Ela disse ainda que vai permanecer em um abrigo até que o homem seja preso e responsabilizado pelo que fez.

Procurada, a Polícia Militar de Santa Catarina informou, por nota, que não se manifesta sobre a ocorrência, que segue sob investigação e em sigilo. Mesmo aposentado, um policial militar continua sujeito ao regulamento disciplinar da corporação e pode responder a inquérito policial e à Justiça Militar, além da esfera criminal comum, dependendo da apuração do caso.

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