A morte de quatro pessoas na queda de um helicoptero no ultimo sabado reacendeu no Rio de Janeiro a discussao sobre a seguranca dos voos panoramicos, um dos passeios turisticos mais procurados na cidade. O acidente, que terminou com quatro vitimas, colocou novamente em debate como sao realizadas e fiscalizadas essas operacoes aereas sobre pontos turisticos da capital fluminense, levando as autoridades a reagir de forma imediata diante da repercussao do caso.
Diante da gravidade do ocorrido, o prefeito da cidade chegou a pedir a suspensao temporaria desse tipo de passeio. A medida foi apresentada como uma resposta direta ao acidente, com o objetivo de rever as condicoes em que os voos vinham sendo oferecidos ao publico. A decisao de interromper temporariamente a atividade buscou dar tempo para uma avaliacao mais rigorosa das aeronaves antes que os passeios voltassem a ser realizados normalmente na cidade.
Na pratica, os voos panoramicos foram suspensos por uma ou duas semanas para permitir uma maior fiscalizacao dos helicopteros. Durante esse periodo, a intencao das autoridades e submeter as aeronaves a verificacoes mais detalhadas, de modo a garantir que estejam em condicoes adequadas de operacao. A suspensao atinge de forma direta um servico que movimenta o turismo na cidade e que costuma levar visitantes a sobrevoar cartoes-postais do Rio de Janeiro.
O tamanho da atividade ajuda a dimensionar o impacto da paralisacao. Segundo as informacoes divulgadas, a cidade do Rio de Janeiro tem uma media de 70 voos panoramicos por dia. Ao todo, 11 empresas possuem autorizacao da ANAC, a Agencia Nacional de Aviacao Civil, para oferecer esse tipo de servico na capital, entre elas a companhia responsavel pelo helicoptero que caiu. A suspensao, portanto, afeta todo um setor que opera de forma regular na cidade.
Paralelamente as medidas administrativas, a investigacao sobre as causas do acidente avancou. Uma camera que fica acoplada a aeronave foi localizada pelos bombeiros nos escombros da queda. O cartao de memoria desse equipamento foi entregue ao CENIPA, orgao responsavel por investigar acidentes aereos, com o objetivo de ajudar a esclarecer o que provocou a queda do helicoptero. O material pode se tornar uma peca importante para reconstituir os momentos finais do voo.
Enquanto a apuracao tecnica segue seu curso, os relatos de testemunhas ja trazem indicios sobre o que teria acontecido. Segundo pessoas que presenciaram a cena, o helicoptero fez um ruido muito forte pouco antes da queda. Os relatos indicam ainda que os rotores e as helices da aeronave deixaram de funcionar e pararam de girar, o que teria antecedido a perda de controle e a queda que resultou nas quatro mortes.
Em meio a repercussao do caso, familiares e alunos se despediram do piloto. A cerimonia de despedida de Alessandro Rocha, de 51 anos, que era piloto e instrutor de voo, reuniu parentes e pessoas que haviam sido treinadas por ele. Alessandro pilotava justamente o helicoptero que caiu no sabado. Emocionado, um dos filhos destacou a trajetoria profissional do pai, afirmando que ele era um excelente profissional e que era bom naquilo que fazia.
