A polícia prendeu um suspeito de participar do roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Com ele, foram apreendidos dinheiro e uma arma. Segundo as investigações, o suspeito já teria envolvimento em outros furtos de obras em museus e bibliotecas, o que reforça a linha de que o crime teria sido cometido por alguém com atuação recorrente nesse tipo de delito voltado ao patrimônio cultural.
O crime que originou a investigação aconteceu no dia 7 de dezembro de 2025. Naquele domingo de manhã, dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, um dos principais equipamentos culturais da cidade de São Paulo. A ação foi rápida e ocorreu quando o espaço já estava aberto ao público, pegando de surpresa as pessoas que se encontravam no local no momento da invasão.
Durante o assalto, os criminosos renderam um vigilante que trabalhava no prédio e também um casal de idosos que visitava a exposição naquele momento. Sob ameaça das armas, as vítimas ficaram à mercê dos assaltantes, que assumiram o controle da situação para concretizar a retirada das obras expostas sem encontrar resistência por parte de quem estava presente.
Depois de dominar as vítimas, os dois homens fugiram levando gravuras de Henri Matisse e de Cândido Portinari, dois nomes de grande peso nas artes. A subtração de obras desses artistas de um acervo público deu ainda mais repercussão ao caso, pela importância cultural das peças levadas e pelo fato de terem sido retiradas de uma instituição pública de referência na capital paulista.
Parte do material levado na ação segue desaparecida. As cinco gravuras de Cândido Portinari, retiradas na mesma investida, não foram encontradas até o momento. A ausência dessas obras mantém aberta uma frente importante da investigação, já que a recuperação das peças é um dos principais objetivos das autoridades e um dos pontos ainda não resolvidos do caso.
Na etapa mais recente da apuração, a polícia chegou ao suspeito e efetuou a prisão. Com ele foram apreendidos dinheiro e uma arma, itens que passam a integrar o material analisado pelos investigadores. O histórico apontado pela investigação, de envolvimento em outros furtos de obras em museus e bibliotecas, ajuda a traçar o perfil de quem estaria por trás desse tipo de crime na cidade.
O caso também mobilizou as autoridades culturais do município. O secretário de Cultura chegou à delegacia, e estava prevista uma entrevista coletiva para detalhar a operação e os próximos passos. A expectativa é que as investigações avancem para localizar as obras que continuam desaparecidas e esclarecer toda a dinâmica do roubo ocorrido na biblioteca em dezembro do ano passado.
