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Virgínia Fonseca é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas em movimentações financeiras de suas empresas

Virgínia Fonseca é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas em movimentações financeiras de suas empresas | AVALW News

A influenciadora e empresária Virgínia Fonseca, de 27 anos, é alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeitas relacionadas às movimentações financeiras de suas empresas. Relatórios do COAF apontaram cerca de 22 milhões de reais recebidos pela empresa Talismã Digital entre março e setembro de 2024, com indícios que serão avaliados quanto a possíveis irregularidades e lavagem de dinheiro.

A influenciadora e empresária Virgínia Fonseca, de 27 anos, tem ocupado tanto o noticiário do mercado de influenciadores quanto o noticiário policial. Conhecida por uma carreira de ascensão rápida e por milhões de seguidores na internet, além de negócios ligados aos setores de beleza e cosméticos, ela se tornou neste ano alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.

Segundo o que foi apurado, a Polícia Federal reúne relatórios de inteligência financeira que apontam suspeitas sobre as movimentações das empresas ligadas a ela. Boa parte desses elementos é proveniente do relatório final da CPI das Bets, conduzida no Senado Federal, que passou a alimentar a apuração sobre as operações financeiras envolvidas.

No ano passado, Virgínia Fonseca chegou a ser convocada pela CPI das Bets para falar sobre a atuação das empresas de apostas esportivas online e dos influenciadores digitais. Os parlamentares buscavam apurar denúncias como o incentivo ao vício e ao endividamento, a simulação de apostas em contas falsas e a chamada cláusula da desgraça, que garantiria a influenciadores uma participação sobre as perdas dos apostadores. Ao final, a comissão chegou a propor o indiciamento de 16 pessoas e da influenciadora por indícios de estelionato e publicidade enganosa, e ainda que o relatório final tenha sido rejeitado, os dados e documentos reunidos motivaram a abertura da investigação pela Polícia Federal.

Entre os pontos sob análise estão a origem do dinheiro, o destino de transferências milionárias e possíveis irregularidades fiscais ou financeiras, além de indícios de lavagem de dinheiro. Esses aspectos formam o conjunto de suspeitas que os investigadores pretendem esclarecer ao longo da investigação.

Relatórios do COAF, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, levantaram suspeitas sobre um valor de pouco mais de 22 milhões de reais recebidos por uma empresa de Virgínia, a Talismã Digital, entre os meses de março e setembro de 2024. Esse montante passou a ser examinado em detalhe pelas autoridades.

De acordo com o relatório, 21,4 milhões de reais foram transferidos em 44 transações por meio de PIX, enquanto outro 1 milhão de reais foi enviado via TED. A maior parte desse dinheiro teve origem em uma única empresa, a AMP Pay Marketing, responsável por enviar 17,7 milhões de reais em cinco remessas feitas por PIX.

O ponto que chama a atenção é que a AMP Pay está inscrita no regime do Simples Nacional, cujo teto de faturamento permitido é de 4,8 milhões de reais por ano. Movimentar quase quatro vezes esse valor em repasses para uma única empresa pode ser, segundo os investigadores, um indicativo de irregularidades a serem verificadas.

Outro elemento citado é o fato de o endereço da AMP Pay corresponder a um box em uma galeria comercial, considerado incompatível com o porte financeiro necessário para movimentar tanta quantia. Os investigadores devem avaliar esse conjunto de elementos para verificar se as operações representam negociações regulares ou se há indícios de lavagem de dinheiro, em uma análise na qual o COAF atua como um dos principais órgãos de fiscalização e prevenção de transações atípicas no Brasil.

Em nota, a defesa de Virgínia Fonseca afirmou que não há qualquer irregularidade ou movimentação ilegal nas operações da influenciadora, ressaltando que identificar movimentação atípica em um relatório financeiro não significa, por si só, a existência de irregularidade. Sobre os recebimentos via Pix, a defesa sustentou que a marca WePink nasceu no comércio eletrônico, mas se consolidou também no varejo tradicional, com quiosques físicos de cosméticos em shoppings que recebem muitos pagamentos em dinheiro, individualizados por ponto de venda e conciliados diariamente. A defesa negou ainda supostas conexões com o crime organizado e afirmou que a WePink foi fundada em 2021 de forma independente, tendo como sócios fundadores Tiago Stabile e Samara Martins.

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