Entenda por que a ausência do Brasil na Copa do Mundo pode ter tirado Raphinha da corrida pelo Ballon d'Or 2026, segundo Anderson.
O nome de Raphinha não aparece na lista final do Ballon d'Or 2026, e a explicação é mais emocional do que técnica. O camisa 10 do Barcelona tem números absurdos na temporada, com doze gols e três assistências em apenas sete jogos, mas a ausência do Brasil nas fases decisivas da Copa do Mundo parece ter pesado na balança dos votantes.
Anderson, ex-lateral do Manchester United e da Seleção, explicou em entrevista exclusiva ao Sports Mole que o contexto internacional da Seleção Brasileira influencia diretamente a percepção global dos atletas. Para o comentarista, o desempenho coletivo do país tem um peso que vai além das estatísticas individuais de cada jogador.
A lógica por trás da ausência
A tese de Anderson é direta: quando um jogador veste a camisa da Seleção, as expectativas são diferentes. O Brasil não chega a uma semifinal ou final da Copa do Mundo há cerca de vinte anos, um vazio que ecoa em cada grande nome que o país produz.
O ex-jogador argumenta que, se Raphinha tivesse brilhado em um torneio mundial com a camisa amarela, sua candidatura seria muito mais forte. A falta de sucesso coletivo em uma Copa do Mundo cria um teto invisível para as avaliações individuais dos brasileiros no cenário mundial.

O peso da camisa amarela
No Brasil, a Seleção sempre foi a grande referência. Mesmo em clubes europeus, o nome do jogador fica preso à performance da equipe nacional. Anderson lembra que o povo brasileiro ama o futebol e espera que a Seleção esteja no topo, o que impacta a narrativa construída em torno de cada atleta.
Essa mentalidade de que o futebol da Seleção é sempre maior que o dos clubes é um diferencial cultural que os votantes do prêmio acabam absorvendo. A ausência de um título ou de uma campanha histórica na Copa do Mundo deixa uma sombra sobre os feitos individuais, por mais brilhantes que sejam em ligas europeias.

O caso Raphinha no Barcelona
Sob o comando de Hansi Flick, Raphinha se adaptou perfeitamente ao papel de falso nove, uma posição que, antes da temporada, parecia improvável para o brasileiro. Ele tem sido peça fundamental no esquema de tiki-taka do Barcelona, que vive um início de temporada perfeito entre La Liga e a Champions League.
Os números falam por si: doze gols em sete jogos mostram uma letalidade rara. Mesmo assim, a ausência na lista do Ballon d'Or mostra que, no futebol global, o contexto da Seleção ainda tem um peso que a performance em clube não consegue superar completamente.

O que a Copa do Mundo 2026 deixou
O Brasil começou a Copa de 2026 com força, liderando seu grupo e mostrando um futebol ofensivo. Raphinha foi decisivo nas vitórias sobre Marrocos e Haiti, mas uma lesão o tirou da partida contra o Haiti, o que mudou o rumo da campanha da Seleção.
Apesar do bom início, a eliminação precoce reforçou a narrativa de que o Brasil ainda precisa de mais para competir no topo. Essa frustração coletiva parece ter se refletido na percepção dos prêmios individuais, deixando Raphinha de fora de uma lista que deveria ser dominada por jogadores em altíssimo nível.
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