A Venezuela viveu momentos de pânico nesta quarta-feira ao ser sacudida por um terremoto de grande intensidade. Segundo a reportagem, baseada na agência de notícias Reuters, o tremor atingiu o país com força suficiente para fazer moradores de Caracas correrem para evacuar os prédios enquanto as construções balançavam, em uma cena que rapidamente acendeu o alerta das autoridades.
Os dados sismológicos apontaram para um evento ainda mais complexo do que se imaginava no início. Segundo a reportagem, o Serviço Geológico dos Estados Unidos reportou dois tremores a cerca de 5 quilômetros de distância um do outro, um de magnitude 7.2 e o outro de 7.5, configurando uma sequência de abalos que potencializou os estragos na capital venezuelana.
As primeiras informações que chegaram davam conta de uma destruição considerável. Segundo a reportagem, há relatos de danos estruturais, e o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, falou na televisão estatal e confirmou que alguns prédios vieram abaixo em Caracas e que muitas casas desabaram, afirmando que todos os protocolos estavam sendo seguidos para obter mais informações.
A avaliação do órgão americano reforçou a gravidade do cenário enfrentado pela Venezuela. Segundo a reportagem, o Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou que, diante da força desse terremoto, é provável que haja um número elevado de vítimas e danos extensos, e que o desastre acabe sendo generalizado pela região afetada.
O balanço humano, que no início ainda permanecia em aberto, foi se agravando com o passar das horas. Segundo a reportagem, o número de mortos causados pelos terremotos subiu para 235, enquanto os feridos já chegam a 1.500 e cerca de 250 prédios foram destruídos ou danificados; mais de 40 mil pessoas seguem procuradas, e as autoridades alertam que o número de vítimas deve subir à medida que as equipes de resgate avançam pelos escombros.
O alcance do terremoto foi muito além das fronteiras venezuelanas, e a memória de tragédias passadas voltou a assombrar a capital. Segundo a reportagem, o abalo foi sentido também na Colômbia e na região norte do Brasil, e alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para ilhas do Caribe antes de serem retirados; a última grande tragédia do tipo em Caracas havia sido em 29 de julho de 1967, quando um terremoto de magnitude 6.6 deixou entre 225 e 300 mortos e mais de 1.500 feridos, segundo as estimativas da época.
