Segundo o relatório da IFPI, o mercado fonográfico brasileiro cresceu 14,1 por cento em 2025 e chegou ao oitavo lugar mundial. Veja como o streaming, o funk e o sertanejo turbinaram essa ascensão.
A música brasileira vive um momento histórico diante dos olhos do mundo inteiro. Impulsionado por ritmos nascidos em casa e por uma nova forma de consumir canções, o país deu um salto expressivo dentro da indústria fonográfica global. Os números mais recentes confirmam o que muitos ouvintes já sentiam no dia a dia, o Brasil se tornou uma verdadeira potência musical de alcance planetário.
O oitavo maior mercado do mundo
Os dados que sustentam essa ascensão são realmente impressionantes. Segundo o relatório da IFPI divulgado em 2026, o Brasil se tornou o oitavo maior mercado de música do planeta, com a receita da música gravada crescendo 14,1 por cento ao longo de 2025. Esse ritmo de expansão é mais que o dobro da média global, que ficou em apenas 6,4 por cento no mesmo período.
O desempenho brasileiro ganha ainda mais destaque dentro de um cenário mundial de crescimento. De acordo com os dados divulgados, a receita global da música gravada alcançou 31,7 bilhões de dólares em 2025. A América Latina, por sua vez, cresceu 17,1 por cento no ano, marcando o seu décimo sexto ano consecutivo de expansão, um dos motores mais consistentes do setor em todo o mundo.
O reinado do streaming

No coração dessa transformação está uma mudança profunda na forma de ouvir música. Segundo o relatório da IFPI, o streaming responde por nada menos que 86 por cento de toda a receita do mercado brasileiro. Na América Latina como um todo, essa fatia é ainda maior e chega a impressionantes 88,1 por cento de toda a receita da música gravada na região.
Essa predominância do streaming ajuda a explicar boa parte do fenômeno atual. De acordo com os dados divulgados, o acesso facilitado às plataformas digitais aproximou milhões de ouvintes de seus artistas favoritos e abriu espaço para que gêneros populares alcançassem um público gigantesco. O modelo transformou a maneira como a música é produzida, distribuída e, principalmente, consumida no país.
O funk conquista o planeta
Entre todos os ritmos brasileiros, um deles se destacou de forma especialmente marcante. Segundo os dados divulgados, o funk brasileiro foi o gênero de crescimento mais rápido a ultrapassar a marca de 100 milhões de dólares em pagamentos anuais em uma grande plataforma de streaming. Um feito notável que revela toda a força de um som nascido nas periferias do país.
O mais surpreendente de tudo é o enorme alcance internacional desse movimento. De acordo com os dados divulgados, cerca de metade das reproduções de um artista médio de funk brasileiro já vem de fora do país. O gênero mantém um público fiel em nações como Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Argentina, mostrando que a batida cruzou de vez as fronteiras.
Das favelas para o mundo
Para entender esse sucesso, é preciso olhar com atenção para as origens do ritmo. Segundo os dados divulgados, o funk brasileiro surgiu nas favelas do Rio de Janeiro durante a década de 1980, a partir da fusão de discos importados de Miami bass com batidas genuinamente brasileiras. Hoje, ele é considerado uma das mais barulhentas e potentes exportações culturais de todo o país.
Nomes de peso ajudaram a levar essa sonoridade para os grandes palcos globais. De acordo com os dados divulgados, artistas como Anitta levaram canções com forte influência de funk às paradas internacionais, enquanto Ludmilla e Pedro Sampaio estão entre os principais nomes a lotar arenas dentro do Brasil, ajudando a consolidar o gênero como um verdadeiro fenômeno de massa.
O sertanejo no mesmo palco
O funk, no entanto, não caminha sozinho nessa jornada de crescimento acelerado. Segundo os dados divulgados, o sertanejo aparece lado a lado com ele como um dos grandes responsáveis por impulsionar o notável avanço dos números de streaming no Brasil. Juntos, os dois gêneros formam a espinha dorsal de boa parte de todo o consumo musical do país nos últimos anos.
A convivência entre esses estilos revela a enorme diversidade da produção nacional. De acordo com os dados divulgados, a combinação de ritmos urbanos e raízes regionais tem alimentado um ecossistema musical vibrante, capaz de agradar tanto ao público das grandes cidades quanto ao das áreas mais interioranas, sem jamais perder força no exigente mercado internacional.
O que esperar dos próximos anos
O retrato traçado pelos números é o de um país que deixou de ser apenas consumidor para se firmar como grande protagonista da música mundial. Com o streaming em alta, o funk atravessando oceanos e o sertanejo dominando as paradas nacionais, o futuro parece bastante promissor. A grande questão agora é saber até onde a música brasileira será capaz de chegar nos próximos anos.
