O implante de cartilagem CARTIHEAL AGILI-C está agora disponível na Europa e será destaque no congresso ICRS no Porto, trazendo novas evidências clínicas para o tratamento da osteoartrose e lesões cartilaginosas.
Uma nova fronteira no Porto
Entre os dias 8 e 10 de outubro, o Porto torna-se o epicentro da medicina desportiva e regenerativa na Europa com a realização do encontro da Sociedade Internacional de Regeneração de Cartilagem e Conservação Articular, conhecido como ICRS Summit.
É neste cenário que a Smith+Nephew prepara o lançamento comercial do CARTIHEAL AGILI-C, um implante de reparação de cartilagem que chega ao mercado europeu depois de ter sido introduzido nos Estados Unidos em 2024.
A presença desta tecnologia no nosso país não é apenas uma questão de logística de distribuição, mas um sinal de que a cirurgia ortopédica em Portugal está a alinhar-se com as vanguardas globais no tratamento das lesões articulares.
O evento serve de vitrine para o que a empresa considera uma mudança de paradigma: o tratamento de doentes que, até agora, não tinham acesso a procedimentos de reparação cartilaginosa verdadeiramente eficazes.
A ciência por trás do aragonito
A inovação central deste dispositivo reside na sua composição, feita de aragonito, um carbonato de cálcio que ocorre naturalmente na natureza.
Esta substância atua como um andaime bifásico, o que significa que o implante não é apenas um preenchimento inerte, mas uma estrutura biológica ativa.
Segundo a Smith+Nephew, esta propriedade única permite que o material consiga reparar a cartilagem, restaurar o osso subcondral e, simultaneamente, aliviar a dor.
É uma abordagem que vai além da substituição simples, focando-se na regeneração do tecido nativo para devolver função ao joelho.
Para os cirurgiões, isto representa uma ferramenta que pode ser utilizada em pacientes com lesões complexas, expandindo o leque de opções terapêuticas disponíveis nas mesas de operação.

O que dizem os dados clínicos
A validação científica desta tecnologia foi recentemente reforçada com a publicação de um ensaio clínico randomizado multicêntrico na revista American Journal of Sports Medicine.
Os resultados mostram que o implante CARTIHEAL AGILI-C obteve escores KOOS, que medem a dor e a função, superiores ao padrão cirúrgico standard em todos os pontos temporais avaliados, até aos 60 meses.
Os doentes que receberam o novo implante relataram um alívio da dor significativamente maior e melhorias na qualidade de vida ao longo de um período de cinco anos.
Há ainda um dado particularmente relevante para a prática clínica diária: o estudo não encontrou diferenças estatisticamente significativas nos resultados clínicos entre pacientes com ou sem osteoartrose prévia.
Isto sugere que o dispositivo é robusto o suficiente para manejar a complexidade adicional que a doença degenerativa traz para o procedimento cirúrgico.

O impacto na autonomia do doente
Além da dor, a função é a métrica que mais importa na vida real de quem sofre de lesões no joelho.
Os dados indicam ganhos funcionais superiores em atividades relacionadas com a vida diária, desporto e recreação aos 2, 4 e 5 anos de pós-operatório.
Para um desportista ou para um indivíduo ativo, a capacidade de voltar a correr, saltar ou simplesmente subir escadas sem limitação é o verdadeiro indicador de sucesso de uma cirurgia ortopédica.
A promessa de um retorno mais rápido e duradouro às atividades que amamos é o argumento de venda mais forte desta nova geração de implantes.

Perspetivas para a Europa
Joaquin Lasso, Vice-Presidente Sénior e Diretor Geral de Medicina Desportiva Internacional da Smith+Nephew, sublinha o compromisso da empresa em abordar necessidades clínicas não satisfeitas.
A chegada ao mercado europeu é vista como um reforço da aposta em soluções baseadas em evidências científicas sólidas.
Com o congresso no Porto a decorrer esta semana, espera-se que haja um intenso intercâmbio de experiências entre cirurgiões que já utilizam a tecnologia nos EUA e os colegas europeus que agora a adoptam.
Este lançamento marca um momento de transição para a ortopedia europeia, onde a regeneração de tecidos deixa de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade cirúrgica acessível.
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