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CARTIHEAL chega a Portugal: o implante que promete reescrever a cirurgia do joelho

Pedro Gomes Pedro Gomes pedrogomes.avalw.com · 304 reads Respect0 Save Share Read only
READS14live count PUBLISHED7 Oct2026 READING TIME3 min601 words LANGUAGEPortuguese
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O implante de cartilagem CARTIHEAL AGILI-C está agora disponível na Europa e será destaque no congresso ICRS no Porto, trazendo novas evidências clínicas para o tratamento da osteoartrose e lesões cartilaginosas.

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Uma nova fronteira no Porto

Entre os dias 8 e 10 de outubro, o Porto torna-se o epicentro da medicina desportiva e regenerativa na Europa com a realização do encontro da Sociedade Internacional de Regeneração de Cartilagem e Conservação Articular, conhecido como ICRS Summit.

É neste cenário que a Smith+Nephew prepara o lançamento comercial do CARTIHEAL AGILI-C, um implante de reparação de cartilagem que chega ao mercado europeu depois de ter sido introduzido nos Estados Unidos em 2024.

A presença desta tecnologia no nosso país não é apenas uma questão de logística de distribuição, mas um sinal de que a cirurgia ortopédica em Portugal está a alinhar-se com as vanguardas globais no tratamento das lesões articulares.

O evento serve de vitrine para o que a empresa considera uma mudança de paradigma: o tratamento de doentes que, até agora, não tinham acesso a procedimentos de reparação cartilaginosa verdadeiramente eficazes.

A ciência por trás do aragonito

A inovação central deste dispositivo reside na sua composição, feita de aragonito, um carbonato de cálcio que ocorre naturalmente na natureza.

Esta substância atua como um andaime bifásico, o que significa que o implante não é apenas um preenchimento inerte, mas uma estrutura biológica ativa.

Segundo a Smith+Nephew, esta propriedade única permite que o material consiga reparar a cartilagem, restaurar o osso subcondral e, simultaneamente, aliviar a dor.

É uma abordagem que vai além da substituição simples, focando-se na regeneração do tecido nativo para devolver função ao joelho.

Para os cirurgiões, isto representa uma ferramenta que pode ser utilizada em pacientes com lesões complexas, expandindo o leque de opções terapêuticas disponíveis nas mesas de operação.

A estrutura de aragonito atua como um andaime biológico para a regeneração.
A estrutura de aragonito atua como um andaime biológico para a regeneração.

O que dizem os dados clínicos

A validação científica desta tecnologia foi recentemente reforçada com a publicação de um ensaio clínico randomizado multicêntrico na revista American Journal of Sports Medicine.

Os resultados mostram que o implante CARTIHEAL AGILI-C obteve escores KOOS, que medem a dor e a função, superiores ao padrão cirúrgico standard em todos os pontos temporais avaliados, até aos 60 meses.

Os doentes que receberam o novo implante relataram um alívio da dor significativamente maior e melhorias na qualidade de vida ao longo de um período de cinco anos.

Há ainda um dado particularmente relevante para a prática clínica diária: o estudo não encontrou diferenças estatisticamente significativas nos resultados clínicos entre pacientes com ou sem osteoartrose prévia.

Isto sugere que o dispositivo é robusto o suficiente para manejar a complexidade adicional que a doença degenerativa traz para o procedimento cirúrgico.

O objetivo final é a restauração da função e a devolução da mobilidade.
O objetivo final é a restauração da função e a devolução da mobilidade.

O impacto na autonomia do doente

Além da dor, a função é a métrica que mais importa na vida real de quem sofre de lesões no joelho.

Os dados indicam ganhos funcionais superiores em atividades relacionadas com a vida diária, desporto e recreação aos 2, 4 e 5 anos de pós-operatório.

Para um desportista ou para um indivíduo ativo, a capacidade de voltar a correr, saltar ou simplesmente subir escadas sem limitação é o verdadeiro indicador de sucesso de uma cirurgia ortopédica.

A promessa de um retorno mais rápido e duradouro às atividades que amamos é o argumento de venda mais forte desta nova geração de implantes.

A precisão cirúrgica é fundamental para a colocação do implante.
A precisão cirúrgica é fundamental para a colocação do implante.

Perspetivas para a Europa

Joaquin Lasso, Vice-Presidente Sénior e Diretor Geral de Medicina Desportiva Internacional da Smith+Nephew, sublinha o compromisso da empresa em abordar necessidades clínicas não satisfeitas.

A chegada ao mercado europeu é vista como um reforço da aposta em soluções baseadas em evidências científicas sólidas.

Com o congresso no Porto a decorrer esta semana, espera-se que haja um intenso intercâmbio de experiências entre cirurgiões que já utilizam a tecnologia nos EUA e os colegas europeus que agora a adoptam.

Este lançamento marca um momento de transição para a ortopedia europeia, onde a regeneração de tecidos deixa de ser uma promessa distante para se tornar uma realidade cirúrgica acessível.

Perguntas frequentes

Quando chega o CARTIHEAL AGILI-C ao mercado português e onde será apresentado?

O implante chega ao mercado europeu durante o ICRS Summit, que decorre entre 8 e 10 de outubro no Porto. Este evento marca o lançamento comercial da tecnologia em Portugal, após a sua introdução nos Estados Unidos em 2024.

Qual é o material principal do implante CARTIHEAL AGILI-C e como funciona?

O dispositivo é feito de aragonito, um carbonato de cálcio natural que atua como um andaime bifásico. Esta estrutura biológica ativa permite reparar a cartilagem, restaurar o osso subcondral e aliviar a dor, promovendo a regeneração do tecido nativo.

Quais foram os resultados do ensaio clínico publicado no American Journal of Sports Medicine?

O estudo randomizado multicêntrico mostrou que o implante obteve escores KOOS superiores ao padrão cirúrgico standard em todos os pontos temporais avaliados, até aos 60 meses. Os doentes relataram um alívio da dor significativamente maior e melhorias na qualidade de vida ao longo de cinco anos.

O CARTIHEAL AGILI-C é eficaz em pacientes que já têm osteoartrose?

Sim, o estudo não encontrou diferenças estatisticamente significativas nos resultados clínicos entre pacientes com ou sem osteoartrose prévia. Isto sugere que o dispositivo é robusto o suficiente para lidar com a complexidade adicional da doença degenerativa.

Quem é o responsável pelo lançamento desta tecnologia na Smith+Nephew?

Joaquin Lasso, Vice-Presidente Sénior e Diretor Geral de Medicina Desportiva Internacional da Smith+Nephew, sublinha o compromisso da empresa em abordar necessidades clínicas não satisfeitas. Ele destaca a aposta em soluções baseadas em evidências científicas sólidas para o mercado europeu.

Que benefícios funcionais específicos traz o implante para a vida diária dos doentes?

Os dados indicam ganhos funcionais superiores em atividades relacionadas com a vida diária, desporto e recreação aos 2, 4 e 5 anos de pós-operatório. Para indivíduos ativos, isto traduz-se na capacidade de voltar a correr, saltar ou subir escadas sem limitação.

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