Com a conquista da Supertaça Europeia frente ao Aston Villa, Luis Enrique chegou a seis títulos europeus e igualou Alex Ferguson, confirmando o domínio do PSG no futebol continental.
Há conquistas que valem por um troféu e outras que redefinem a carreira de um treinador, e a Supertaça Europeia levantada pelo Paris Saint-Germain pertence claramente a esta segunda categoria, tal é o peso histórico que carrega para Luis Enrique.
Ao vencer o Aston Villa por dois a um, no dia doze de agosto, a equipa parisiense não somou apenas mais uma taça à sua coleção, mas colocou o seu treinador espanhol num patamar reservado a um punhado muito restrito de nomes do futebol europeu.
Um número que entra para a história
Com este triunfo, Luis Enrique passou a somar seis títulos europeus enquanto treinador, um registo que o coloca lado a lado com lendas como Alex Ferguson e Giovanni Trapattoni, no terceiro lugar da lista dos técnicos mais vitoriosos da história das competições europeias.
Igualar Ferguson, um nome que se confunde com a própria história do futebol britânico e europeu, é o tipo de feito que transforma um bom treinador numa figura verdadeiramente histórica, e Luis Enrique conseguiu-o com uma serenidade impressionante.
O curioso é que o próprio técnico tinha avisado, antes da partida, que a preparação não fora a ideal, sublinhando que muitos internacionais tinham regressado tarde de compromissos pelas seleções e que seria difícil ver um jogo de alto nível.
Um domínio construído com paciência

Este título não surge do nada, mas sim como o culminar de um projeto que já rendeu ao PSG cinco campeonatos franceses consecutivos e duas conquistas seguidas da Liga dos Campeões, números que confirmam uma hegemonia rara no futebol atual.
Aquilo que distingue esta versão do PSG das anteriores é a sensação de que os títulos deixaram de ser uma obsessão nervosa para se tornarem uma consequência natural de uma equipa madura, equilibrada e coletivamente muito forte.
Mesmo depois de tanto sucesso, Luis Enrique optou por reforçar novamente o plantel neste defeso, um sinal de que o clube não pretende acomodar-se e continua a olhar para cada nova temporada como uma oportunidade de elevar ainda mais a fasquia.
O que aí vem
O desafio, a partir de agora, é o mais difícil de todos no desporto de alto rendimento, que é manter a fome de vencer quando quase tudo já foi conquistado, evitando a saciedade que costuma minar por dentro as grandes equipas.
A nova temporada da Ligue 1 e uma nova campanha europeia dirão se este PSG consegue prolongar o seu ciclo dourado ou se, como acontece com todos os impérios, começará a sentir o desgaste natural de tantos anos no topo.
Por agora, porém, o retrato é o de um treinador no auge e de um clube que aprendeu, finalmente, a transformar o seu enorme potencial em troféus, e é esse equilíbrio entre talento e mentalidade que torna este PSG tão temível.
Aprendi bastante sobre Supertaça Europeia aqui.
Visão equilibrada sobre Supertaça Europeia.
Texto muito útil sobre Supertaça Europeia.

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