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2026, o ano dos dobráveis: como os telemóveis que se dobram vão dar o salto

Ana Pereira Ana Pereira anapereira.avalw.com · 4.5k reads Respect0 Save Share Read only
READS27live count PUBLISHED21 Sept2026 READING TIME4 min807 words LANGUAGEPortuguese
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O mercado dos smartphones dobráveis prepara-se para um ano decisivo em 2026, com a entrada esperada da Apple, novos modelos da Samsung e designs cada vez mais finos. Eis o que se espera.

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Durante anos, os telemóveis dobráveis foram vistos sobretudo como uma curiosidade cara, um gadget reservado a entusiastas dispostos a pagar mais por algo diferente. Em 2026, porém, essa perceção começa finalmente a mudar bastante depressa. Vários sinais apontam para que este seja o ano em que os aparelhos que se dobram deixam de ser uma exceção e dão um verdadeiro salto em frente.

Um mercado em forte crescimento

Os números ajudam bastante a explicar todo o otimismo. De acordo com a consultora Counterpoint Research, as vendas globais de smartphones dobráveis deverão crescer cerca de 20 por cento ao longo de 2026. Outras estimativas, como as da IDC, são ainda mais ambiciosas, apontando para um crescimento na ordem dos 30 por cento face ao ano anterior. Em qualquer dos casos, o salto é evidente.

Este avanço, no entanto, não surge propriamente do nada. Já no terceiro trimestre de 2025, os envios de dobráveis tinham atingido valores recorde, preparando assim o terreno para aquilo que muitos analistas já descrevem como um ano de rutura. A categoria, que durante muito tempo cresceu de forma bastante lenta, parece ter finalmente encontrado o seu próprio ritmo junto do grande público.

A entrada esperada da Apple

O fator que mais entusiasmo gera é, sem dúvida, a esperada chegada da Apple ao mundo dos dobráveis. A eventual apresentação de um iPhone dobrável é vista como um potencial ponto de viragem para todo o setor. A entrada de um gigante com tamanha influência tende a legitimar uma categoria inteira aos olhos dos consumidores mais céticos e a intensificar de forma clara a concorrência.

A história recente da tecnologia mostra que, quando a Apple abraça um determinado formato, o mercado costuma reagir em força. Mesmo empresas que já lideram o segmento, como a Samsung, sabem bem que a chegada de um novo rival deste calibre pode acelerar a inovação e, sobretudo, ajudar a normalizar a ideia de um telemóvel que se dobra no bolso de milhões de pessoas.

A aposta da Samsung

Os fabricantes apostam em modelos dobráveis mais finos e sofisticados para conquistar novos utilizadores (imagem ilustrativa).
Os fabricantes apostam em modelos dobráveis mais finos e sofisticados para conquistar novos utilizadores (imagem ilustrativa).

Entretanto, a Samsung não fica de braços cruzados à espera. A marca sul-coreana prepara uma renovação completa da sua gama, com as próximas gerações dos modelos Galaxy Z Fold e Z Flip previstas para o terceiro trimestre de 2026. Mas a verdadeira novidade poderá ser outra bem diferente, algo que promete ir muito mais longe do que uma simples atualização anual do costume.

Falamos do Galaxy Z TriFold, um aparelho que se dobra não uma, mas duas vezes seguidas. Segundo a informação já divulgada, chega logo no primeiro trimestre de 2026 com um preço a rondar os 2.899 dólares. As suas especificações são realmente impressionantes, com um ecrã principal de cerca de 10 polegadas, um ecrã exterior de 6,5 polegadas, 16 GB de memória e até 1 TB de armazenamento.

Cada vez mais finos

Uma das grandes tendências do momento é a autêntica corrida à espessura. Durante muitos anos, a principal crítica apontada aos dobráveis era serem demasiado grossos e pesados quando fechados. Isso está agora a mudar rapidamente, com os fabricantes a introduzirem dobradiças mais finas e estruturas mais leves, em grande parte para responder à forte concorrência vinda das marcas chinesas.

Os resultados desta corrida já se notam com clareza. Alguns modelos mais recentes, quando dobrados, ficam apenas ligeiramente mais espessos do que um telemóvel normal dentro de uma capa de proteção. A Google, por exemplo, prepara um novo Pixel Fold com um corpo mais fino e uma dobradiça melhorada. Aos poucos, o velho compromisso entre função e conforto vai mesmo desaparecendo.

Ainda um produto premium

Apesar de todo o entusiasmo em redor, convém sempre manter os pés bem assentes na terra. Os dobráveis continuam a ser, na sua grande maioria, produtos claramente de gama alta, com preços que os colocam ainda fora do alcance de muitos consumidores. A chamada premiumização, ou seja, a aposta em aparelhos caros e sofisticados, continua a definir grande parte deste segmento do mercado.

Para que os dobráveis se tornem verdadeiramente comuns, será preciso que os preços desçam de forma bastante significativa nos próximos anos. A entrada de mais fabricantes e o consequente aumento da produção poderão certamente ajudar nesse sentido. Por agora, contudo, quem quiser um destes aparelhos deve estar preparado para fazer um investimento ainda considerável.

Porque isto importa

A ascensão dos dobráveis é, no fundo, muito mais do que uma simples moda passageira. Ela representa uma tentativa séria de reinventar um produto, o smartphone, que há vários anos evoluía apenas em pequenos passos. Ecrãs maiores que cabem num bolso podem mudar a forma como trabalhamos, vemos conteúdos e usamos várias aplicações ao mesmo tempo no nosso dia a dia.

Em síntese, 2026 promete mesmo ser um ano charneira para os telemóveis dobráveis. Com a provável entrada da Apple, novos e ousados modelos da Samsung e uma clara aposta em designs mais finos, a categoria parece finalmente pronta para conquistar um público bem mais alargado. Resta apenas saber se o preço acompanhará a ambição, tornando estes aparelhos acessíveis a todos.

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Ana Pereira 2026-09-21 · 4 min read · 27 reads
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