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O outono das startups em Portugal: aceleração de deep tech no Porto e uma cimeira em Lisboa TECH · PT

O outono das startups em Portugal: aceleração de deep tech no Porto e uma cimeira em Lisboa

Ana Pereira Ana Pereira anapereira.avalw.com · 4.5k reads Respect0 Save Share Read only
READS441live count PUBLISHED3 Sept2026 READING TIME3 min629 words LANGUAGEPortuguese
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Portugal vive um outono intenso para as startups. Um programa de aceleração da Startup Portugal com a Hello Tomorrow apoia até 40 equipas de deep tech no Porto, enquanto o Startup Summit Lisbon junta fundadores e investidores de todo o mundo em setembro.

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Para lá dos grandes eventos que já colocaram Portugal no mapa tecnológico, o país vive um outono particularmente intenso para as startups. Vários programas e iniciativas concentram-se nestes meses, num sinal de que o ecossistema nacional continua a ganhar fôlego e ambição junto de fundadores e investidores.

No centro desta dinâmica está uma aposta clara na chamada tecnologia profunda, a deep tech, e no apoio às empresas que ainda estão nas suas fases iniciais. Entre um programa de aceleração no Porto e uma grande cimeira em Lisboa, setembro tornou-se um mês decisivo para quem quer construir algo verdadeiramente novo.

Um acelerador para a ciência

Uma das novidades mais relevantes é um programa de aceleração promovido pela Startup Portugal, em parceria com a Hello Tomorrow. Segundo a informação divulgada, a iniciativa pretende apoiar até quarenta equipas científicas e tecnológicas na difícil transição da investigação para a comercialização no mercado.

O calendário está bem definido. O programa decorre entre setembro e dezembro de 2026, num formato híbrido com base no Porto. Ao longo destes meses, os participantes ganham acesso a uma rede internacional de investidores, especialistas e parceiros industriais, algo que raramente está ao alcance de equipas em início de percurso.

O que as equipas recebem

As tecnologias emergentes, da robótica à fintech, estão no centro dos programas de inovação. Imagem ilustrativa.
As tecnologias emergentes, da robótica à fintech, estão no centro dos programas de inovação. Imagem ilustrativa.

O apoio concreto está estruturado em torno de três grandes áreas. Por um lado, a transformação da tecnologia em soluções de mercado. Por outro, o desenvolvimento do modelo de negócio. E, por fim, a preparação para o investimento, um passo essencial para quem procura crescer de forma sustentada e sólida.

Na prática, isto traduz-se em atividades muito específicas. Há workshops práticos, mentoria personalizada e sessões de aprendizagem entre pares, culminando num Demo Day final com investidores e outros agentes do setor. Os domínios elegíveis vão da biotecnologia à robótica, passando pela energia limpa, pelo espaço e pela computação avançada.

Uma rede global

Um dos aspetos mais atrativos do programa é o acesso que proporciona. Através da rede global da Hello Tomorrow, as equipas podem chegar a mais de cinco mil startups espalhadas por mais de cem países, bem como a cerca de mil e trezentos investidores especializados neste tipo de tecnologia.

Este ponto não é um detalhe menor. Muitas ideias promissoras nascem em laboratórios e universidades, mas ficam pelo caminho por falta de contactos e de financiamento adequado. Programas como este procuram precisamente preencher essa lacuna, aproximando a ciência do mundo empresarial e dos mercados internacionais.

A cimeira de Lisboa

Ao mesmo tempo, a capital prepara-se para receber o Startup Summit Lisbon, agendado para os dias 17 e 18 de setembro, no Beato Innovation District. O evento reúne fundadores vindos de vários continentes, que apresentam os seus projetos a investidores, aceleradoras, meios de comunicação e líderes do ecossistema.

As candidaturas abrangem empresas em diferentes fases, do pré-seed à Série A, e em setores muito variados, como a inteligência artificial, a fintech, a tecnologia climática, a saúde digital ou a cibersegurança. Há ainda um elemento invulgar, uma tentativa de recorde mundial do Guinness com uma maratona de apresentações de quarenta e oito horas ininterruptas.

Mais do que um evento

Estas iniciativas não surgem isoladas. Elas inserem-se num contexto mais amplo, em que semanas dedicadas ao empreendedorismo procuram envolver toda a comunidade, com dezenas de workshops gratuitos e momentos de partilha de conhecimento abertos tanto a fundadores experientes como a simples curiosos.

No conjunto, este movimento mostra uma aposta que vai além dos números de avaliação das empresas. O foco está em cuidar de todo o percurso, desde a ideia científica em fase inicial até ao momento em que uma startup consegue atrair investimento e afirmar-se num mercado competitivo e global.

O que fica

No fim, o verdadeiro teste será perceber quantas destas equipas se transformam em empresas duradouras, capazes de criar emprego e valor. Por agora, o que fica é a sensação de um ecossistema em movimento, que aposta na ciência e na tecnologia como motores do seu futuro mais próximo.

3 responses
Lucas Martins1 month ago

Bom contexto sobre Startup Portugal.

3
João Rocha2 months ago

Boa análise de Startup Portugal.

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Juliana Gomes1 month ago

Totalmente.

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Ana Pereira 2026-09-03 · 3 min read · 441 reads
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