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A indústria portuguesa de videojogos afirma-se na Gamescom e recebe os prémios DevGAMM em Lisboa

Ana Pereira Ana Pereira anapereira.avalw.com · 4.3k reads Respect0 Save Share Read only
READS722live count PUBLISHED7 Sept2026 READING TIME3 min659 words LANGUAGEPortuguese
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Coordenados pela APVP, os estúdios portugueses marcaram presença na Gamescom deste ano e prepararam-se para receber em Lisboa a terceira edição dos prémios DevGAMM, num sinal claro da maturação do setor.

A indústria portuguesa de videojogos tem vindo a ganhar dimensão e visibilidade internacional, e os últimos meses ofereceram vários sinais de que esse crescimento deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade consolidada e reconhecida no estrangeiro.

Entre a participação coletiva na maior feira europeia do setor e a chegada a Lisboa de uma cerimónia de prémios com projeção global, o país reforçou a ideia de que já não é apenas um consumidor de jogos, mas também um produtor com voz própria no mercado mundial.

Portugal presente na maior feira europeia

A presença nacional na Gamescom, que decorreu em Colónia, na Alemanha, foi coordenada pela Associação Portuguesa de Produtores de Videojogos, conhecida pela sigla APVP, que voltou a assumir o papel de organizar e representar o setor num dos maiores palcos do mundo.

O evento alemão é uma das mais importantes montras da indústria a nível internacional, reunindo estúdios, editoras, investidores e imprensa especializada, pelo que garantir ali um espaço organizado é um passo estratégico para quem quer fechar negócios e ganhar notoriedade.

Do espaço B2B às vitrinas independentes

Os estúdios nacionais levam cada vez mais projetos próprios às grandes feiras internacionais do setor.
Os estúdios nacionais levam cada vez mais projetos próprios às grandes feiras internacionais do setor.

No espaço reservado a contactos profissionais, o chamado segmento B2B, a delegação portuguesa apresentou-se sob o projeto eGames Lab, com estúdios e instituições como a Infinity Games, a Redcatpig, a Anybrain e a Universidade Lusófona a marcarem posição.

Já na zona dedicada aos criadores independentes, a conhecida Indie Arena, estiveram representados estúdios nacionais como a Astral Shift e a One Way Eleven, que levaram os seus projetos diretamente ao público e à comunidade internacional de jogadores presente na feira.

Esta dupla presença, num espaço virado para o negócio e noutro virado para os jogadores, mostra a diversidade do tecido nacional, que combina empresas mais orientadas para serviços e tecnologia com pequenos estúdios de autor focados em experiências criativas próprias.

Cinco novos membros reforçam a associação

Em paralelo com a ida à Alemanha, a associação do setor anunciou a entrada de cinco novos membros, um movimento que traduz o dinamismo do ecossistema e a vontade dos estúdios em juntarem forças para ganhar escala e representatividade coletiva no mercado.

Entre as novas empresas a integrar a estrutura contam-se nomes como a Ark VCS, a Bacalhau Games, a Fun Punch Games, a MakeShift Interactive e a partNerd games, que passam agora a somar-se a uma rede cada vez mais alargada de produtores nacionais.

O alargamento da base de associados é relevante porque uma associação mais forte consegue negociar melhores condições, dar apoio a quem está a começar e defender os interesses do conjunto do setor junto de entidades públicas e de parceiros internacionais.

Os prémios DevGAMM regressam a Lisboa

A afirmação do país como destino da indústria ficou também patente com o regresso a Lisboa dos prémios DevGAMM, numa terceira edição da cerimónia que junta criadores de várias origens em torno do reconhecimento do talento e da inovação dentro do meio.

Segundo a organização, a edição prevista para o mês de novembro voltou a colocar a capital portuguesa no mapa dos grandes momentos do setor, com uma bolsa de prémios que ultrapassa os cem mil dólares e uma transmissão assegurada por um meio especializado de referência.

Acolher um evento desta natureza tem um valor que vai além da noite da gala em si, pois atrai profissionais estrangeiros à cidade, gera oportunidades de contacto e projeta uma imagem de Portugal como um lugar onde a criação de jogos é levada a sério.

Um setor em plena maturação

No seu conjunto, estes acontecimentos desenham o retrato de uma indústria que amadureceu, deixando para trás a fase em que era vista apenas como um nicho para se tornar um segmento criativo com peso económico, cultural e potencial exportador reconhecido.

Os desafios, ainda assim, continuam presentes, desde a necessidade de financiamento estável até à retenção de talento qualificado, num mercado global muito competitivo em que os estúdios nacionais concorrem com gigantes de orçamentos incomparavelmente maiores.

Ainda assim, a combinação de presença nas grandes feiras, de uma associação mais robusta e da chegada de eventos internacionais ao país sugere que os videojogos portugueses estão a construir bases sólidas para continuar a crescer nos próximos anos.

8 responses
Ana Almeida1 week ago

Bom olhar a fundo sobre APVP.

4
Juliana Silva6 days ago

Bom contexto sobre APVP.

3
Juliana Lima1 week ago

Boa análise de APVP.

3
Lucas Souza4 days ago

Bom ponto.

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Pedro Rodrigues5 days ago

Totalmente.

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Camila Pereira5 days ago

Penso igual.

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Ines Rodrigues5 days ago

Concordo.

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Mariana Rocha5 days ago

Exato.

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Ana Pereira 2026-09-07 · 3 min read · 722 reads
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