Coordenados pela APVP, os estúdios portugueses marcaram presença na Gamescom deste ano e prepararam-se para receber em Lisboa a terceira edição dos prémios DevGAMM, num sinal claro da maturação do setor.
A indústria portuguesa de videojogos tem vindo a ganhar dimensão e visibilidade internacional, e os últimos meses ofereceram vários sinais de que esse crescimento deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade consolidada e reconhecida no estrangeiro.
Entre a participação coletiva na maior feira europeia do setor e a chegada a Lisboa de uma cerimónia de prémios com projeção global, o país reforçou a ideia de que já não é apenas um consumidor de jogos, mas também um produtor com voz própria no mercado mundial.
Portugal presente na maior feira europeia
A presença nacional na Gamescom, que decorreu em Colónia, na Alemanha, foi coordenada pela Associação Portuguesa de Produtores de Videojogos, conhecida pela sigla APVP, que voltou a assumir o papel de organizar e representar o setor num dos maiores palcos do mundo.
O evento alemão é uma das mais importantes montras da indústria a nível internacional, reunindo estúdios, editoras, investidores e imprensa especializada, pelo que garantir ali um espaço organizado é um passo estratégico para quem quer fechar negócios e ganhar notoriedade.
Do espaço B2B às vitrinas independentes

No espaço reservado a contactos profissionais, o chamado segmento B2B, a delegação portuguesa apresentou-se sob o projeto eGames Lab, com estúdios e instituições como a Infinity Games, a Redcatpig, a Anybrain e a Universidade Lusófona a marcarem posição.
Já na zona dedicada aos criadores independentes, a conhecida Indie Arena, estiveram representados estúdios nacionais como a Astral Shift e a One Way Eleven, que levaram os seus projetos diretamente ao público e à comunidade internacional de jogadores presente na feira.
Esta dupla presença, num espaço virado para o negócio e noutro virado para os jogadores, mostra a diversidade do tecido nacional, que combina empresas mais orientadas para serviços e tecnologia com pequenos estúdios de autor focados em experiências criativas próprias.
Cinco novos membros reforçam a associação
Em paralelo com a ida à Alemanha, a associação do setor anunciou a entrada de cinco novos membros, um movimento que traduz o dinamismo do ecossistema e a vontade dos estúdios em juntarem forças para ganhar escala e representatividade coletiva no mercado.
Entre as novas empresas a integrar a estrutura contam-se nomes como a Ark VCS, a Bacalhau Games, a Fun Punch Games, a MakeShift Interactive e a partNerd games, que passam agora a somar-se a uma rede cada vez mais alargada de produtores nacionais.
O alargamento da base de associados é relevante porque uma associação mais forte consegue negociar melhores condições, dar apoio a quem está a começar e defender os interesses do conjunto do setor junto de entidades públicas e de parceiros internacionais.
Os prémios DevGAMM regressam a Lisboa
A afirmação do país como destino da indústria ficou também patente com o regresso a Lisboa dos prémios DevGAMM, numa terceira edição da cerimónia que junta criadores de várias origens em torno do reconhecimento do talento e da inovação dentro do meio.
Segundo a organização, a edição prevista para o mês de novembro voltou a colocar a capital portuguesa no mapa dos grandes momentos do setor, com uma bolsa de prémios que ultrapassa os cem mil dólares e uma transmissão assegurada por um meio especializado de referência.
Acolher um evento desta natureza tem um valor que vai além da noite da gala em si, pois atrai profissionais estrangeiros à cidade, gera oportunidades de contacto e projeta uma imagem de Portugal como um lugar onde a criação de jogos é levada a sério.
Um setor em plena maturação
No seu conjunto, estes acontecimentos desenham o retrato de uma indústria que amadureceu, deixando para trás a fase em que era vista apenas como um nicho para se tornar um segmento criativo com peso económico, cultural e potencial exportador reconhecido.
Os desafios, ainda assim, continuam presentes, desde a necessidade de financiamento estável até à retenção de talento qualificado, num mercado global muito competitivo em que os estúdios nacionais concorrem com gigantes de orçamentos incomparavelmente maiores.
Ainda assim, a combinação de presença nas grandes feiras, de uma associação mais robusta e da chegada de eventos internacionais ao país sugere que os videojogos portugueses estão a construir bases sólidas para continuar a crescer nos próximos anos.
Bom olhar a fundo sobre APVP.
Bom contexto sobre APVP.
Boa análise de APVP.
Bom ponto.
Totalmente.
Penso igual.
Concordo.
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